Cinema em Foco: Quando os Anjos Dormem

Por Ellen Joyce Delgado

12 de janeiro de 2019


Hoje o Cinema em Foco traz uma produção que deixa qualquer um preso e nervoso no sofá. É algo que nos mostra que qualquer coisa pode acontecer – inclusive nada. Para controlar sua ansiedade, digo que o filme de hoje é Quando os Anjos Dormem, disponível na Netflix, com sua produção original. O enredo inicial que nos é passado deixa diversos questionamentos. 

Trata-se de uma abordagem comum, do desvio de rotina de alguns jovens e a insatisfação de duas adolescentes diante da atitude dos garotos. Do outro lado da ponta, está um homem trabalhador, pai de família, tentando apenas chegar em casa para presenciar o aniversário de sua pequena filha; 

Acontece que tudo isso acaba se cruzando, e os prosseguimentos nos deixa com o grande “o que aconteceu”

O personagem principal (German) traz consigo a rotina diária e estressante de mais um dia de trabalho. Suas energias são sempre sugadas e sua dominação facial nos mostra a completa preocupação para o mantimento de uma família. 



Naquele momento, estava há quilômetros de distância de sua casa, mas seu desgaste físico não o permitia mais seguir aquele caminho. Essa foi, inclusive, a advertência de uma patrulha da polícia rodoviária, a qual o havia alertado sobre a permanência em um hotel para, depois disso, seguir viagem. Mas, como sempre, nossos sentimentos sempre falam mais alto, e German resolve seguir viagem. 

Após atravessar essa implicância de um superior e enfrentar seus limites, German acaba “presenciando” um acidente de trânsito, onde o mesmo encontra uma jovem atropelada e outra desentendida – inicialmente – sobre o ocorrido. As mesmas são aquelas citadas anteriormente. 

O que aconteceu? O que levou duas jovens garotas à se deslocarem para uma via tão distante de uma cidade? German apenas tentou ajudar e socorrer as pobres garotas, mas uma delas não o via como o salvador. 



O filme deixa uma grande dúvida sobre o que havia ocorrido ali. Inicialmente, eu culpava os garotos que estavam com elas. Mas o(s) novo(s) culpado(s) passa(m) a surgir, e o final me deixou bem impressionada. 

Creio que essa tenha sido uma produção bem simples, mas que trouxe consigo um desenrolar entorpecente. Observei no filme duas visões: a de uma vítima e a de um culpado - também vitimado(s)

O que levaria uma pessoa a, supostamente, abandonar uma jovem garota à morte? Será que o outro lado do contexto traz realmente um verdadeiro assassino ou mais uma pessoa que trouxe consigo um resultado de uma má escolha?

Foi bem legal levar o filme por esse lado. Claro que nem sempre temos finais justos, mas seremos sempre sujeitos de nossas próprias ações. 

Confira o desfecho desse contexto e aproveite para descobrir até onde vai o limite de uma – talvez nossa – sanidade.



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