Conheça: Tidelands

Por Elizabeth Silva

23 de dezembro de 2018



Tidelands é um dos mais novos lançamentos da Netflix, teve sua estreia em 14 de Dezembro, mas antes mesmo dessa data por aqui no Brasil já muito se falava dela devido a um integrante em especial do elenco. A série australiana criada por Stephen M. Irwin e Leigh McGrath e é produzida pela Hoodlum Entertainment e divide sua primeira temporada em oito episódios.

Somos apresentados à história de Calliope McTeer (Charlotte Best), ex-presidiária que volta para casa, na pequena vila de pescadores de Orphelin Bay. Coincidindo com a sua chegada, o corpo de um pescador local é encontrado na praia, trazendo repercussões aos moradores e de maneira indireta começam a afetar a vida de Cal. Sua busca pela verdade a leva a conhecer uma comunidade composta por um grupo de seres perigosos, híbridos metade sereia e metade humanos, os "Tidelanders".

A temática sobrenatural da série poderia levar ela a vários caminhos, afinal temos diversas séries que usam e abusam da criatividade quando adentram em mundos fantasiosos, e algum desses caminhos poderiam ser bem cansativos e “mais do mesmo”. Ao meu ver Tidelands escapa um pouco disso. Começando pela temática que aborda, afinal somos mais acostumados a bruxos, feiticeiros e vampiros. Ter sereias como mundo a se explorar desperta um interesse forte demais para ser negado, é um mundo pouco abordado ainda. 


Mas ainda sim se trata de uma trama onde temos uma protagonista que desconhece seu passado e descobre os mistérios que cercam sua verdadeira natureza ao voltar à sua pequena cidade natal, desenvolve uma série de relacionamentos complicados, tanto com sua família, quanto relacionamentos amorosos.

Falando sobre os personagens, todos eles me agradaram em algum aspecto. Charlotte Best entrega uma protagonista de temperamento forte e impetuoso, vez outra um tanto irritante devo admitir, mas ainda sim faz bem o seu papel. Eu só não diria tão bem quanto Elsa Pataky, que interpreta a vilã Adrielle, líder dos Tidelanders, ela possui um magnetismo na tela como nenhum outro dos atores. Talvez, tal atração seja devido ao enredo traçado para ela, misteriosa e reservada a vilã nada revela seus planos, segura de si a cada passo que dá e com um olhar assustador. São dados a ela tempo de telas onde parece estar em reflexão, mas sem nos dar uma pista sobre o que ela tanto pensa acaba deixando você curioso sobre qualquer coisa relacionado a ela.


E não podendo deixar de lado o nome mais relacionado a qualquer pesquisa sobre a série, Marco Pigossi faz sua estreia internacional dando vida a Dylan, um tindelander que parece ser o braço direito de Adrielle, mas com o passar dos episódios sabemos que ela trabalha muito bem sozinha. Marco varia em aparições mais mornas e outras mais agitadas durante a temporada, mas com uma qualidade incrível em sua performance.

O enredo misterioso é entregue pra nós literalmente como ondas do mar. Por hora ele parece acelerado demais, por outras uma calmaria que assusta pois não se sabe o que está por vir. Ele parece confuso algumas vezes, entrelaçando tramas que não parecem importantes, mas no final da temporada eles trouxeram uma clareza maior a tudo que foi apresentado e sem dúvidas, finalizou com um episódio que dificilmente não renderá a ela uma segunda temporada!
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