The Good Doctor - 2x02 - Middle Ground

Por Elizabeth Silva

3 de outubro de 2018


Diferente do primeiro episódio dessa nova temporada, The Good Doctor veio com um segundo episódio arrasador e que me arrancou umas boas lágrimas. O anterior não veio com a carga total emocional que estamos mais “acostumados”, mas este trouxe uma avalanche! Os dois casos do hospital e a trama dos médicos começa a ir mais fundo ainda, explorando mais as personagens que terão mais protagonismo.

“Hello” havia acabado com a chegada de Lea, a super simpática vizinha de Shaun, que havia ido embora na temporada passada, mas a sua volta não está sendo uma das melhores. Os produtores da série já haviam mencionado que Lea seria o interesse amoroso de Shaun nesta temporada, e sim a moça está deixando nosso querido doutor angustiado por não saber o que fazer com seus sentimentos, já que nem ele mesmo sabe o que sente. Na minha visão não será uma relação muito fácil de ser conduzida, pois a partida de Lea deixou Shaun muito mais abalado do que ela pode pensar.

E como se não bastasse o dilema que vive em sua vida pessoal, Shaun também tenta a cada dia no hospital criar uma comunicação mais aberta com seus pacientes, Dr. Melendez continua a orientar Murphy neste quesito. Uma das maiores dificuldades para ele é entender o porque pedem tanto para que ele minta em certas ocasiões. Desta vez o caso em suas mãos é de um funcionário do hospital que, observado pelos atentos olhos de Shaun, se encontra com um avançado estágio de câncer. As tentativas de conversa com o mesmo e achar um meio de abrandar a notícia da doença não ocorrem muito bem, mas Claire sempre está ao lado dele.


Do outro lado da trama, Dra. Lim começa a ganhar mais destaque na série, algo que era esperado de acontecer visto que alguns personagens principais da primeira temporada não retornaram. Eu pessoalmente gosto muito dela e ter mais espaço de tela pra ela é, até o momento, um acerto da segunda temporada. Através dela temos o segundo caso deste episódio, onde uma jovem de 16 anos que foi circuncidada com apenas 2 anos, chega ao hospital e pede por ajuda. Esse caso mexeu bastante comigo porque ela era apenas uma criança quando isso aconteceu e diferente do que muitos podem pensar de início ela não pensava no prazer dela, ela queria ser igual as outras garotas.

É difícil discutir sobre tal tema pois ainda temos a visão de que tal ato faz parte de uma cultura, e sendo assim quem somos nós para dizer que a nossa é melhor do que a outra? Mas ainda sim, é o retrato de um cultura dolorosa, que acontece com muita frequência pela mundo, e que tira da mulher o direito sobre seu corpo. O pedido de Mara é atendido por Lim, que com uma sensibilidade muito grande enxerga uma garota que quer se sentir normal, mas nega sua vontade devido a pressão de seus pais. Outro ponto importantíssimo, até quando vamos fingir que sexo não existe e nunca falar abertamente sobre ele com os adolescentes?

Ambos os casos me deixou bem comovida, uma jovem que teria o prazer de seu corpo negado a ela mesma e nem por uma escolha sua e a difícil decisão de um pai que teme enfrentar a cirurgia, mas a faz por sua família, arriscar tudo por quem ama se aquilo os deixasse juntos mais tempo. Shaun desta vez conseguiu assimilar que ele não precisa mentir, mas a certas coisas que não precisam ser sempre ditas, se elas não vão ajudar a ninguém.
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