How to Get Away With Murder - 5x03 - The Baby was Never Dead

Por Bruna Horta

14 de outubro de 2018


No terceiro episódio da temporada temos duas temáticas recorrentes da série: ego e aparências. 

A primeira temática do Ego é bem evidenciada através do julgamento do cliente de Emmet e Annelise, acusado de ter estrangulado o ex-funcionário. E é através do discurso de abertura feito por Keating sobre “o que é ser um psicopata” que a questão do ego toma forma. Ao longo do episódio vai sendo revelado o quão egóico é o cara, se achando superior que as mulheres, arrogante e acima de todos do escritório que estão ali para ajuda-lo. Não é atoa que o júri o declara culpado. Bem, essa pauta do ego do cliente acaba puxando outros personagens permeando tal tema. A mais evidente é a governadora que diante a vitória de Annelise na ação coletiva contra o Estado, exige o exame de ética para todos os alunos de Keating. Tal atitude demostra a perseguição à professora e também a disputa de egos femininos por ali. Outras mulheres que demonstraram ego ferido foram Tegan e Michaela. A primeira ainda está acostumando com Annelise sendo a mulher favorita do escritório e apesar de defender a colega de trabalho na discussão com cliente, é nítida sua insatisfação pela perda de prestígio. Esse é o mesmo ponto que atinge Michaela, mas agora sofrendo pela antiga chefe Tegan. A estudante está ferida por ver seu modelo de mulher tendo se reconciliado com todos envolvidos no caso Antares, menos com ela e isso dói muito em Pratt. Outros que por ego acabaram brigando foi o promotor interino Miller e sua affair Bonnie, por conta da advogada não ter contato a ele que já teve um caso com o novo estagiário da Promotoria, Asher. Por fim, a nossa protagonista Annelise e seu novo chefe Emmet são dois que terão bons problemas relacionados ao ego ao longo dessa temporada. Discordaram sobre qual estratégia seguir no caso do CEO, mas ambos caíram do cavalo, ao ver ambas estratégias falharem e o cara ser condenado. 

Já a outra temática do episódio foi de como as aparências podem enganar. Mesmo com o ego enorme e arrogância ímpar, foi uma surpresa saber que o CEO não matou o ex-funcionário e sim sua esposa, aceitando ser condenado e se sacrificando por ela. E assim, outros personagens se revelaram não ser aquilo que todos pensavam. O mais enigmático talvez seja Gabe. O novato que andou flertando com Laurel e é candidato a Wes 2.0 não é tão bonzinho quanto parece e Frank está de olho nele. A curiosidade é grande para saber que e-mails ele anda mandando com o tal dispositivo. E a questão de aparências entrou até onde não imaginávamos. O alívio cômico e leve foi Chistopher. Foi muito engraçado saber que ele não é um bebê que nunca sorriu, pois sempre sorri pra Annelise; a cara de Laurel foi impagável. 

Ainda na temática aparências, tivemos uma reviravolta em termos narrativos. A construção nos episódios anteriores da pesquisa de Nate sobre o dna e o filho de Bonnie, apontavam para uma personalidade mais cruel ainda, de uma mãe que teria sequestrado o próprio bebê. O ponto de virada no episódio se dá na própria temática das aparências, quando Keating revela a Nate que na verdade quem sequestrou o bebê foi a irmã de Bonnie. 

Uau! Uma surpresa e tanto que promete mexer com a cabeça dos espectadores até o fim da temporada. Afinal, se for irmã gêmea... qual a chance daquela Bonnie dos flashfowards ser na verdade sua irmã? Será que o morto seria a nossa Bonnie? Aposto mais nessa hipótese do que Oliver, que é o que estão tentando nos fazer acreditar. Agora é aguardar.
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