How to Get Away With Murder - 5x02 - Whose blood is That?

Por Bruna Horta

8 de outubro de 2018


O segundo episódio da quinta temporada de How to Get away with murder nos faz refletir sobre mudanças, aprendizado e acima de tudo, a valorização da vida. 

Bem, as mudanças que o episódio contempla são primeiramente as literais, como Annelise, Laurel e Christopher mudando de casa, e como isso irá afetar as personagens. De início já percebemos que pelo figurino de Annelise, ela está mais informal, despojada, usando tênis e descendo do salto, despindo-se da arrogância e prepotência vistas em temporadas anteriores. E a saída de Laurel e do bebê da casa de Frank, após a recusa ao pedido de casamento geraram uma dúvida em Laurel se essa teria sido a melhor decisão. Sempre foi muito claro seu sentimento por Frank, mas talvez depois da mudança de lar, ela consiga admitir. Em seguida, temos as mudanças simbólicas no episódio; àquelas ligadas à transformação do pensamento. Vimos isso em Tegan, contrária a princípio da participação de Laurel e Michaela na clínica de Annelise, mas após a vitória do caso da Muçulmana, liderado por Michaela e pela pista de Laurel a respeito de sua mãe, o jogo inverteu e Tegan se acalmou. Essa mudança do olhar de como um personagem enxerga o outro também foi visível diante do novato Gabriel, que deu um discurso forte contra Rhonda e a favor de Michaela, ganhando destaque e sendo então chamado de Gabe pelo grupo. Por fim, temos Miller mudando sua perspectiva de Asher e diante tanta insistência, mas também competência, contrata-o. 

A segunda temática que girou o episódio foi a aceitação de um aprendizado pelas personagens diante situações que aparentemente estavam confortáveis. A mais clara de todas é a cena que Gabriel dá uma aula de basquete para Frank, quase humilhando-o de tanto que é bom no esporte. Isso mostrou pra Frank que não é só ele o cara dos músculos e que a idade já está chegando... rsrs. Outro personagem que precisou aceitar um aprendizado foi Michaela. A jovem teve de lidar com o caso da muçulmana acusada de matar a própria esposa e além de relembrar a denúncia que ela fez e acabou extraditando Simon, o que pode dar a ela uma dor de consciência, a estudante também admitiu para Annelise que não daria conta de defender a ré no julgamento. Está interessante esse amadurecimento dela. Em seguida, por mais professora que Annelise possa ser, ela também teve que aceitar um belo aprendizado nesse episódio. Não é por que sua reputação está boa que ela pode pegar quais casos quiser, por mais que já tenha vencido o primeiro. Agora, Keating é contratada da Caplan & Gold e terá sim que se submeter ao que seu chefe solicitar. Bem, prevejo mais conflitos nesse aspecto para nossa protagonista... 

Por fim, mas talvez a temática mais importante do episódio tenha sido a valorização da vida. Iniciando com o caso da muçulmana Nanda Hashin acusada injustamente de ter matado sua esposa, dando visibilidade para as questões sócio-políticas e até mesmo penais para países muçulmanos. A extradição de Nanda significaria uma possível pena de morte e por isso, a valorização da vida foi tão importante nesse julgamento. O outro aspecto de valorização da vida é um pouco mais subjetivo, pois se trata de uma mudança de narrativa e perspectiva da série. Enquanto em outras temporadas o elemento do flashfoward focava nos possíveis mortos ou sempre invocava essa sensação do “salvo da morte”, esse ano algo diferente está acontecendo, e de forma sutil. Por mais que Bonnie tenha finalizado a pessoa no fim do primeiro episódio, o foco virou o bebê Christopher, virou salvá-lo. Bem, isso é uma virada e tanta para a série já que a temática filhos irá rondar vez e outra essa temporada. O filho de Bonnie sobreviveu? Ou o de Annelise? Gabe é realmente filho de uma das duas? Quem poderia ter tentado sequestrar Christopher? A mãe de Laurel pode retornar? 


Essas inúmeras perguntas serão respondidas mais pra frente, mas com certeza o foco no filho e na valorização da vida terão bem mais destaque do que simplesmente a resposta para a pergunta de Michaela “de quem é esse sangue?”!
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