Conheça: A Maldição da Residência Hill (Primeira Temporada)

Por Roberto Adryano

31 de outubro de 2018


"'Em casa'. 'Estou em casa', pensei. E parei surpreso com a ideia: ‘Estou em casa. Eu estou em casa! Agora devo entrar.’" 

E assim começa o desfecho de uma das séries mais surpreendentes de 2018: A Maldição da Residência Hill. Dirigida por Mike Flanagan, a série foi baseada em um livro de Shirley Jackson – usando até algumas frases, como “xícara de estrelas”, por exemplo –, conhecido como “Assombração da Casa da Colina” (The Hauting of Hill House) e está disponível na Netflix desde o dia 12 deste mês. 

A trama se desenvolve em torno de uma tragédia envolvendo a família Crain, com uma mistura um tanto quanto ‘psicodélica’ entre o passado e o presente. São 10 episódios, cada um com aproximadamente 1 hora de duração. Os primeiros 5 são os pontos de vista de cada um dos filhos. Dois destes são gêmeos e os mais novos. E o mais legal de tudo: a série valoriza muito a conexão entre os gêmeos, vide episódio 4: “Coisa de Gêmeos” (The Twin Thing). 

O que mais me chama a atenção é o terror ‘específico’ que a série aplica: o psicológico. A série é de suspense e causa uma certa angústia pelo que acontece – tanto no passado quanto no presente – do começo ao fim. Há sim momentos para um susto clichê, como em toda série/filme de terror, porém acertaram até nestes momentos. Em todos os episódios aparece um fantasma da família Hill, no mínimo uma vez, ‘observando’ a família Crain. Eu, particularmente, não tinha percebido NENHUM, tamanha tensão com o que acontecia paralelamente (Fatos Desconhecidos fez um post específico sobre!). 

Nos últimos episódios, as coisas vão tendo um maior sentido, e todos os pontos começam a se conectar. A série, mesmo com episódios considerados grandes, onde alguns passam de 1 hora, prende a nossa atenção a todo momento. Nós nos sentimos no papel do personagem, praticamente vivemos o que eles estão vivendo, sofremos o que eles estão sofrendo, e sentimos o medo/desespero que estão sentindo. No final de tudo vem uma reflexão que chamo de “tiro na nuca”. Aquilo que faz com que realmente pensemos a respeito, nos faz refletir sobre o medo, sobre o amor (pois é!!! Até romance a série envolve). 


“Medo. Medo é o abandono da lógico, o abandono voluntário dos padrões racionais. Mas, ao que parece, o amor também. Amor é o abandono da lógica, o abandono voluntário dos padrões racionais. Nós cedemos a ele ou o combatemos, mas não existe meio-termo. Sem ele, não somos capazes e existir com sanidade, sob condições de absoluta realidade.” 

Obs: Talvez você conheça o Hugh Crain jovem (Henry Thomas) de algum lugar... SIM! Nada mais nada menos que o Elliot, de E.T. – O Extraterrestre. Essa série não para de nos surpreender. 

Além disso, há boatos de que a segunda temporada seja sobre uma antologia: “Eu não quero especular muito sobre a segunda temporada até que a Netflix, Paramount e Amblin nos digam que querem uma. Mas vou dizer que, até onde eu estou preocupado, a história da família Crain já foi contada. Acabou. Eu acho que existem diversas direções diferentes onde poderemos ir, com a casa ou algo completamente diferente. Eu amo a ideia de uma antologia também”, revela Flanagan.

Por: Victor Lino
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