Charmed - 1x01 - Pilot (Series Première)

Por Elizabeth Silva

22 de outubro de 2018








Se estamos falando sobre alguma série teen e com temática sobrenatural, em quase 100% dos casos estamos falando de uma série da CW, afinal as memoráveis séries The Vampire Diaries e Supernatural arrastaram e ainda arrastam uma grande legião de fãs do gênero e, em sua maioria, conquista e muito o público jovem.

A mais nova aposta do canal é a série Charmed, um reboot de uma produção de mesmo nome que foi exibida entre os anos de 1998 e 2006 criada por Constance M. Burge e exibida pela The WB. O reboot, no entanto, traz no desenvolvimento Jessica O'Toole, Amy Rardin (The Carrie Diaries) e Jennie Snyder Urman (Jane the Virgin), contando a história de três irmãs que descobrem possuírem poderes sobrenaturais.

A história começa nos apresentando um pouco de cada personagem e suas personalidades, temos o vislumbre das duas irmãs primeiro, Mel (Melonie Diaz) e Maggie (Sarah Jeffery) que são tão diferentes quanto água e vinho, mas que sabemos que são necessárias para completar uma com a outra. Maggie quer se enturmar na faculdade e aposta em ter uma boa reputação se conseguir entrar em uma fraternidade. Já Mel traz uma personalidade mais forte e menos sonhadora que da sua irmã mais nova. É interessante ver as duas em tela juntas, uma é a razão e a outra o sentimento, e isso é uma aposta muito interessante.

Mas, com o mundo sobrenatural nada são só rosas por muito tempo, a morte da mãe das duas acaba por revelar alguns segredos escondidos delas mesmas, como a uma outra irmã mais velha e o “simples” detalhe de que são bruxas poderosas e que podem estar em constante perigo. Macy (Madeleine Mantock) faz o papel da verdadeira irmã mais velha das duas, que havia sido deixada por sua mãe e sabe-se lá o porquê. Macy assume uma figura mais racional, procurando uma explicação científica para tudo e tentado ser guiada pela razão e não impulsividade que move suas duas irmãs.


O primeiro episódio me deixou bem dividida, porque em minha opinião ele quase que despeja as informações sobre você sem se importar muito bem se o espectador está acompanhando todas elas ou não. Entendo que o ritmo frenético faz com que você não desanime durante o episódio e se mantenha atento, mas aconteceu tanta coisa em um episódio só que se eu fosse dividir deixaria em uns dois ou três! Descobrem que tem uma irmã, depois que são bruxas e que cada uma tem um poder em especial, depois que são designadas pra salvar o mundo de um profecia, então são atacadas duas vezes e já tem mais um perigo em vista! Minha gente eu queria poder mandar elas respirarem durante o episódio!

Me deixou incomodada porque ignoram detalhes importantes para série, como processar o sentimento de perda e a agregação na família de mais uma pessoa, ou como controlar seus poderes de verdade, os temas ficam vagos e eu espero que eles não ignorem para não dar um ar superficial demais a série. Mas fora esse ritmo desenfreado, em gostei bastante do resultado geral.

Não sei se por ser produzida por mulheres, ou com elenco principal focado nelas, mas a série vai trazer mais voz a assuntos importantes como o assédio as mulheres, a força dos protestos e Mel sendo abertamente lésbica e militante, aliás a grande mudança também se mostra na etnias das atrizes, descendências hispânicas de Melonie e Sarah e afro-caribenha de Madaleine. São assuntos que chamam mais ainda o público, afinal o as pessoas que assistem se sentem representadas, e representatividade nos dias de hoje é fundamental.
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