Cinema em Foco - Nasce uma Estrela

Por Bruna Horta

25 de outubro de 2018


Nasce uma atriz. Ou melhor, consagra-se. Apesar de ter ganhado o Globo de Ouro na Minissérie Americam Horror Story: Hotel, ver Lady Gaga em uma telona assumindo o papel principal de um remake desse porte, é aplaudi-la de pé não só por sua voz, mas pela performance como atriz. 

Para nós pode parecer apenas mais um filme, mas para os americanos “A Star is Born” (título original) é um remake quase batido. A terceira versão de 1976 com Barbra Streisand e Kris Kristofferson é a mais famosa; conta a história de um cantor famoso que se envolve com uma garçonete aspirante a cantora. Enquanto a carreira dela decola, a dele declina. Assim como na versão de 76, o filme lançado agora em outubro também conta a mesma história, agora com Gaga e Bradley Cooper nos papéis principais. 

A comparação com a última versão é quase inevitável, principalmente pelo fato de ter vencido o Oscar de melhor canção original e também ter sido indicado nas categorias: melhor fotografia, som e trilha sonora. Fora os 6 prêmios no Globo de ouro de 77. Não bastasse tal pressão, Bradley também assume a direção e é um dos roteiristas do longa, estreando em ambas funções. Tudo poderia ser um desastre, mas não é o que acontece. A química entre Cooper e Gaga é evidente e indescritível. Eles dividem a cena em perfeito equilíbrio: ele surpreende como um exímio cantor e ela rouba a cena atuando; não vemos mais a Mother Monster e sim uma Gaga que mesmo performando o papel de uma cantora, não revela a si mesma em cena. 

Claro que alguns detalhes da personagem podem parecer com a história da cantora, como o fato de ter sido considerada feia no início de carreira. A questão do nariz de Amy (a personagem) e também de Gaga e Barbra que fizeram o remake, é uma entrelinha gostosa de captar. Outro detalhe que a vida imita a arte é o lado compositora da personagem que lança diversas músicas ao longo do filme. A maioria de tais canções foi mesmo composta por Gaga que possivelmente terá mais uma chance de ganhar um Oscar de melhor canção original. As músicas são tão boas que você sai do cinema querendo ouvi-las mais e mais, principalmente por perceber que foram gravadas ao vivo e não dubladas por cima. Isso faz toda a diferença em um filme musical. 

Só resta saber se tal sucesso em volta do filme não dissipará até o início do ano, que é quando saem os indicados ao Oscar. Torcendo aqui!


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