Objetos Cortantes – 1x07 – Falling

Por Ana Silvia Soeiro

4 de setembro de 2018

Os momentos finais de Objetos Cortantes são dignos de nota. Corrigindo, toda a série é digna de nota. A série já começou tensa, e saber que está em vias de acabar então, deixa o espectador mais nervoso. Haja coração!

Por viver em um distrito pequeno, sei muito bem da necessidade de alguns profissionais precisarem “mostrar serviço”, ou a comunidade não os respeita. Desde o princípio, o xerife de Wind Gap seguiu pistas óbvias (para não dizer imbecis) e conseguiu através do depoimento de Ashley, uma cena digna de asco, colocar as mãos em uma prova que liga Jhon ao assassinato das jovens. Mas, o jovem que já sabia de seu futuro tem um encontro bem incomum com Camille.

Como descrever a cena impactante entre Camille e Jhon? Dizer que os dois “encheram a cara” e transaram seria raso e “mentiroso”. A jornalista, exercendo seu instinto “protetor”, leva Jhon para um motel. Não para escondê-lo, mas para ajudá-lo, então os dois que compartilham marcas no corpo e na alma (Jhon tem uma mordida da irmã e Camille tem a vida escrita no corpo), Jhon e Camille perderam alguém que amavam. Então o sexo acontece, ou melhor, Jhon lê o corpo de Camille sem “horror”, sem julgamentos, e a jornalista que infelizmente não recebeu muito disso, acaba cedendo e uma cena espetacular, adulta e de tirar o fôlego acontece assim, um presente. Pesado, mas foi um presente.

Richard que nunca se deixou contaminar pelo “pré-conceito” do xerife, segue uma pista que leva à uma descoberta impactante. Como se o que ele viu com Camille não tenha sido impactante o suficiente. Mas, este foi o ponto chave do episódio, este e o depoimento de Jhon, aliada à conversa franca de Jackie com um “blood Mary” nas mãos me deixaram impactada. Os flashbacks de Camille de quem seria a mulher de branco foram espetaculares.

No episódio final, só espero que haja um acerto de contas entre Adora e Camille. A jornalista merece, a irmã de Camille merece. Se Amma merece? Não nutro simpatia pela caçula, mas veremos o que o futuro reserva.
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