Objetos Cortantes – 1x05 - Closer

Por Ana Silvia Soeiro

16 de agosto de 2018

Depois do último episódio, julguei que nada mais me surpreenderia em Objetos Cortantes. Nem a aparição de um serial killer com duas cabeças à essa altura seria páreo para a crueldade de Adora, disfarçada em afagos, sorrisos e recepções incríveis. Mas precisei respirar fundo, curtir a música e mergulhar na história.

O artigo de Camille como era de se supor, caiu como uma bomba na cidade. Com a intenção de expor os fatos, serviu na verdade para alimentar as fofocas e apontar dedos. Não que alguma vez alguém tenha abaixado um dedo em riste, que insinuava: assassino, “vadia”, ou qualquer outra palavra que saiu da boca dos “ocupados” cidadãos de Wind Gap.

O episódio gira em torno de uma estapafúrdia comemoração histórica da cidade, em que os adolescentes encenam uma peça. Amma, envolta nas mentiras de sempre (não mistérios), vem ganhando mais espaço á medida que a trama avança. Desesperada para ter notoriedade, não teve a sabedoria de aprender com tudo que a irmã sofreu, nem mesmo depois de ver esse sofrimento estampado na pele de Camille. Juventude ou simplesmente estupidez? Não nutro nenhuma simpatia por ela.

Camille e Richard estão cada vez mais próximos, mas como dois adultos calejados que são, evitam com piadinhas e desculpas toscas revelar o que descobrem um do outro, principalmente o detetive. Não acho que seja por falta de sentimento, a química entre eles é incrível, mas os traumas da jornalista são profundos demais, dolorosos demais para Camille se entregar de vez, mesmo quando a oportunidade parece boa. E Richard é, ou não? Ainda não sabemos quem é o assassino lembram?

Mais uma vez a série me surpreende pela capacidade de resumir quase uma hora de episódio em uma palavra: Closer (mais íntimo). Adora e suas conversas absolutamente desprovidas de empatia, moralidade ou sensibilidade, consegue arrancar da filha uma frase que “doeu” de ouvir: não tem como ela ficar “mais íntima” de alguém, mesmo de Richard que é o objeto da conversa. As marcas da guerra de Camille são terríveis demais para mostrar. Frank, o chefe da repórter parece conhecer todo seu potencial, mas Adora e Wind Gap fazem com que o passado domine mais Camille do que o presente.

Nesta história, só falta descobrir quem é o assassino. Força!

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