Conheça - O Diabo e o Padre Amorth (Documentário)

Por Ana Silvia Soeiro

27 de julho de 2018



Em 11 de novembro de 1974 o Brasil acompanhava a onda de horror que varreu todos os locais por onde a obra prima do terror O Exorcista passou. O filme ficou marcado no imaginário popular, seja por fãs de filmes de terror ou não. Muito se discutiu nos 45 anos posteriores ao lançamento do filme (originalmente lançado em 1973), lendas foram espalhadas, continuações foram feitas, mas nada se comparou ao original.

Recentemente o serviço de streaming Netflix lançou o documentário “O Diabo e o Padre Amorth” que acompanha a luta do padre Gabriele Amorth contra as forças do mal. Exorcista sancionado pelo vaticano, o padre realizou em sua carreira milhares de exorcismos bem-sucedidos.

O documentário O Diabo e o Padre Amorth impressiona em todos os números que mostra: milhares de exorcismos feitos pelo padre Gabriele, 500 mil pessoas por ano veem um exorcista, vários médicos e um autor de livros foram consultados para darem suas opiniões sobre o assunto. Tudo gira em torno da mesma pergunta: “é possível que exista realmente a possessão demoníaca?”.

 

A modernidade nos trouxe diversos benefícios: internet e a possibilidade de saber tudo que acontece no instante em que um fato se desenrola. A mesma internet trouxe o avanço de pesquisas no ramo de doenças mentais, evolução exponencial da psiquiatria e compreensão da mente e mesmo com tudo isso, em alguns lugares a religião ainda é o principal ponto de apoio de povos inteiros. Teria ela influência no fenômeno que conhecemos como exorcismo? Não tenho dúvidas, mas a opinião de especialistas religiosos e seculares também me deixou absolutamente abismada á medida em que via seus depoimentos no documentário que acompanha a saga de duas mulheres: uma “diagnosticada” como possuída por um demônio e outra liberta do mal, pelas mãos do padre Amorth.

A abordagem de William Friedkin, diretor do clássico de 1973 e deste documentário é fantástica por justamente desde o princípio tomar uma postura que permite ao espectador tirar suas próprias conclusões. Em um mundo onde frequentemente a imprensa é atacada por “dirigir” o pobre espectador como um carneiro para o abate em torno de uma opinião, somente um profissional do quilate de Friedkin teria a capacidade de dirigir uma obra assim. Do tipo: esta é minha experiência, esta é minha conclusão, tire você a sua.

A minha é: não gosto de nada que faça parte da “área cinzenta” da vida. A vida deveria ser “preto no branco”. Mas por experiência própria sei também que independe da minha vontade o desenrolar desta “área cinzenta” que envolve fenômenos paranormais. E você, qual sua opinião sobre o assunto?

Comentário(s)
0 Comentário(s)