Reverie - 1x02 - Bond. Jane Bond.

Por Rozany Adriany

9 de junho de 2018


O segundo episódio de Reverie deu continuidade à essa pegada mais dramática e emocional que mencionei no texto anterior. A série tem um tom procedural (embora eu não goste desse termo, preciso usa-lo) na questão dos casos, uma vez que parece que será apresentado e trabalhado um caso específico por episódio, como várias séries do gênero policial e investigativo costumam fazer. E, de uma forma mais leve, Reverie também tem esse tom investigativo em sua essência.

No caso dessa semana, uma jovem resolve entrar no programa a fim de fugir de sua realidade e das decepções que teve que enfrentar em sua vida até então. Quem nunca desejou ser capaz de tornar-se outra pessoa? De se teletransportar para outro mundo, para viver alguma fantasia ou aventura? Eu, certamente, me pego vez ou outra, imaginando como seria legal teletransportar-me para alguma das tantas histórias que me prendem em minhas leituras, ou para alguma realidade paralela que me é apresentada nas várias séries e/ou filmes que costumo ver. 

E, acredito que eu chamaria de louco(a) aquele(a) que me dissesse que nunca teve sequer um pingo de um lampejo qualquer em embarcar em algo inusitado que o afastaria dos problemas cotidianos que tanto nos pesam.

Quando nos sentimos sós, quando as pessoas costumam mais decepcionar-nos do que apoiar-nos, o mundo se torna muito mais pesado do que geralmente é, e são nesses momentos em que talvez tenhamos o impulso em afastar a todos pensando ser o melhor para evitar mais decepções, que necessitamos de alguém, uma pessoa que seja, que ao ouvir-nos dizer "afaste-se" diga "não, continuarei aqui" e persista, recordando-nos de que por mais que assim pareça, a verdade é que não estamos sós e de que não importa o que aconteça, alguém estará ali por nós. 

Uma das coisas que mais estão me prendendo à essa série, embora tenha apenas dois episódios e vocês possam dizer que estou criando expectativas demais nesta estreante, é o fato de que ela está trabalhando sentimentos e situações que não são impossíveis ou inexistentes. Pelo contrário, os dois primeiros casos abordaram sentimentos e situações que todos podemos vivenciar, e isso nos leva a refletir ao modo como lidamos com essas questões, e nos faz pensar em como lidaríamos com nossas vivências caso existisse realmente um programa desses.

Seguindo as reflexões sobre o episódio em si, não ficamos restritos apenas aos casos, e com certeza seguiremos acompanhando como esse teste da versão 2.0 está afetando Mara. Uma coisa que já percebi é que os efeitos colaterais estão aumentando gradativamente, e pelo visto, ao invés de fugir deles, ela está buscando-os. Mas, os pergunto: vocês também não os buscariam se isso significasse rever e/ou interagir com alguém que vocês perderam? 

Ps. Começo a duvidar se é possível confiar em todos ali. Estou com o pé atrás com alguns personagens, mas vou esperar um pouco mais de informação para aprofundar essas ideias. Então, não deixem de acompanhar as reviews e compartilhem comigo suas impressões sobre os episódios! 

Até a próxima!
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