Cinema em Foco - Jurassic World: Reino Ameaçado

Por Bruna Horta

30 de junho de 2018

O segundo filme tinha muito potencial depois do primeiro Jurassic World ter ressurgido com a franquia, mas acabou fazendo mais do mesmo.

A trama inicia com o retorno da equipe para a ilha Nublar com o objetivo de resgatar os dinossauros restantes do antigo parque, da explosão vulcânica prestes a acontecer. A fragilidade do roteiro inicia aí. Quando precisam recorrer a um evento da natureza, tal qual o meteoro da era jurássica, para justificar mortes que deveriam ser por mãos humanas. 

E tal polarização das pessoas a respeito da salvação ou não dos animais pré-históricos é incrivelmente mal aproveitada. A maior preocupação deveria ser sobre a primeira recriação genética, lá do primeiro Jurassic Park, que acabou desencadeando em todo o parque. A questão moral e ética é abordada de maneira muito superficial, afinal, como entretenimento estava tudo lindo, todos passeando felizes pelo parque, mas agora que deu confusão e tem a possibilidade de serem extintos novamente tá tudo ok? 

A revisão de consciência das personagens deveria ser feita com mais profundidade e extravasando em mais personagens. É sério que Claire e Owen só se dão conta que fazem parte da “máquina de entretenimento dos dinossauros” no fim do filme? O cara treinou a Blue desde pequena como se fosse um experimento e a outra é mega especialista na genética, e só nesse filme se deram conta que contribuíram pro caos? Precisamos rever muita coisa! Fora o Benjamin Lockwood, antigo parceiro do doutor John Hammond que se paga de filantropo, é passado a perna pelo funcionário Eli Mills (vilão mais caricato possível) e repudia a atitude dele em traficar os animais, mas ao mesmo tempo CLONOU a própria neta? Como assim SENHOR? Personagem mais contraditório e hipócrita! 

E por falar nessa outra trama, me abriu uma pontinha de esperança em ver o assunto da clonagem humana sendo tratado de forma mais elaborada nessa franquia, que daria até para perdoar o desenvolvimento da história, mas isso não aconteceu. O Dr. Wu, personagem do incrível B.D. Wong foi praticamente figurante e gostaria de ter visto como foi realizada a clonagem humana na neta, assim como um aprofundamento sobre a morte da criança “original”. 

Uma pena, esperava muito mais!
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