Cinema em Foco - Com amor, Simon

Por Janaína Guaraná

5 de junho de 2018


O mundo e as pessoas que nele vivem são viscerais, é preciso muita coragem para andar em meio aos povos com a cabeça erguida e a fé em ser quem somos diante de tanta falta de empatia. O meu ponto de vista é empático e eu jamais poderia dar certeza em relação a dor de ser quem é, mas “todo mundo merece uma grande história de amor" e Com Amor, Simon mostra como óbvio e simples deveria ser aceitar e respeitar o amor. 

Com Amor, Simon, adaptação para o cinema do livro Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens, mostra a vida comum de um adolescente que vê a calmaria se tornar um vento forte com as novas experiências comuns nessa idade, mas pelo viés de alguém que é apaixonado por alguém que não conhece, apenas se correspondem por e-mails e são do mesmo gênero. 

O filme carrega a mesma simplicidade do livro e conta a história de Simon (Nick Robinson), de uma forma que seus dias não são resumidos à sua sexualidade e à própria forma de encarar a vida que está ganhando novos aspectos, mas não mede ao dar o peso necessário que isso tem em sua vida. 

O mundo de Simon aos poucos sai do eixo quando seus e-mails são vistos por um colega e cada vez mais Simon vai se enrolando na tentativa de manter sua sexualidade para si próprio. Com atitudes questionáveis, Simon acaba forçando situações e magoando seus amigos mais próximos, mas todas as tentativas parecem dizer mais sobre os outros e seu grupo de amigos, pois, Simon é bem resolvido quando trata de si mesmo, mas as pessoas e suas visões estreitas o levam a pensar duas vezes antes de sair do armário. 

A forma leve e natural que o filme se comunica é na conta do diretor Greg Berlanti, que acerta ao falar com o público usando de artifícios adolescentes que transpassam todo universo cultural sem forçar ou exagerar no tom. A produção tem roteiro de Isaac Aptaker e Elizabeth Berger e o elenco dispensa apresentações. Tanto o filme quando o livro falam com o público como se todos os problemas estivessem na forma de cada um ver o mundo, vale a leitura e vale a ida aos cinemas e vale refletir sobre a vida e sobre as coisas que realmente devemos dar importância.
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