Into the Badlands - 3x5 - Carry Tiger to Mountain

Por Alvaro Luiz Matos

27 de maio de 2018

O principal suspense de Into The Badlands claramente está ligado a Erza, mas ela não vem só, vem carregado do segredo dos sombrios, da origem de suas forças, de quem os consegue controlar (o Pelegrino, por exemplo) e de Sunny.

É sempre por meio de velhas curandeiras que novos segredos são revelados e o roteiro vai se abrindo de uma forma que ainda não havia ocorrido dentro da série em suas duas primeiras temporadas. Na verdade, aprendi isso na capoeira com meu mestre, que sempre me dizia para ouvir os mais velhos, onde existem conhecimentos ainda inexplorados por mim, e como a arte retrata a realidade, está aí mais uma forma de provar seu ponto.

Aproveitando essas correlações, nosso país viveu uma crise nessa última semana onde as rodovias se viram fechadas e muitas cidades tiveram dificuldades de abastecimento, seja de gasolina, etanol, comida, remédio, produtos para tratar a agtua e por aí vai. Foi nesse momento aonde a inevitável comparação com séries de futuros distópicos vieram a minha cabeça. Hoje posso dizer sem dúvida que este é meu estilo de série favorita, e que frases como “The walking Dead não é uma série sobre zumbis, mas sobre pessoas” se tornam realmente reais.

Porque estou dizendo isso? Simplesmente por que os futuros distópicos de séries com Into The Badlands, Alteread Carbon, The Walking Dead, 3% ou filmes como insurgente e companhia, representam o comportamento humano em diferentes situações, provando que o caos está em cada um de nós e que uma sociedade aparentemente organizada e civilizada nada mais é do que superficial, pois aos primeiros problemas nossa verdadeira natureza aparece.

O numero de supermercado saqueados no país aumentou na última semana e o comportamento anarquista e alarmista se proliferaram. Simplesmente como ocorre em nossa Into The Badlands onde cada grupo aprendeu a viver de uma forma, onde muitos querem poder e outros tantos querem vingança. O futuro se perdeu, mas a humanidade mesmo nunca se encontrou de verdade.

Para encerrar o episódio, aquela cena linda de batalha cotidiana onde podemos ver nossa Viúva ser mais justa e ajudar nossa querida Tilda e os refugiados. Tive a sensação de que o caminho de nossos guerreiros vão se cruzar de forma positiva como propus no último texto, acredito que todos (Víuva, Nathaniel, Tilda, Sunny e Bajie) estarão lutando juntos contra o Pelegrino e companhia, e que finalmente existe um rastro de esperança para todos.

Vale afirmar também que MK está fazendo hora extra na trama e poderia dar adeus logo. O personagem não tem profundidade, sopra a favor do vento e não possui mais relevância, afinal, quando apareceu o seu diferencial era ser um sombrio, e hoje ele só é mais um (o mais chato aliás) sem falar que o ator é fraquíssimo, não é mesmo?

Por fim uma última pergunta, vocês acham que “o catalizador” é a solução do problema ou o causador dele?

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