Torneio De Animes - Dragon Ball GT Vs Dragon Ball Super (Parte 4)

Por Alvaro Luiz Matos

21 de abril de 2018

Dragon Ball GT até que melhora antes de acabar, mas o Torneio do Poder foi o maior de toda a história do anime.

Dragões Malignos (GT) x Torneio do Poder (Super)

Finalmente Dragon Ball GT conseguiu criar um vilão a altura do anime, o plot era interessante, procurava culminar em um fim melancólico. A ideia era amarrar todas as vezes em que as esferas foram usadas e justificar que elas carregaram energias negativas, dando origem a sete dragões malignos.

Pronto, agora vai, tinha tudo para ir, mas os primeiros dragões eram novamente abobalhados, a dinâmica adotada nas viagens pelo universo foi novamente utilizada aqui, a turminha do barulho estava pronta para aprontar poucas e boas novamente. Os vilões tinham nomes toscos para seus ataques e o cumulo do ridículo foi quando um deles foi derrotado por agua limpa. Bem, estava prestes a desistir, mas minha reportagem especial comparativa precisava chegar ao final e segui firme.

O roteiro só ficou melhor no final, quando os dragões começaram a ficar interessantes, e o tão esperado dragão de uma estrala se apresentou como o pior e mais temido dentre eles. Ele era poderoso, Goku não o conseguiria vencer e foi ai que novamente todos passaram suas energias ao nosso sayajin, que agora superaria os poderes da sua quarta forma.

Foi ai que as coisas ficaram angustiantes, mais duras, mais interessantes. DGB GT não abandonou o clima apocalítico, tudo estava destruído, tudo sempre em tons avermelhados, sujo, de derrota e final próximo. O anime foi criado para dar nostalgia, não haviam esperanças de que o criador original voltaria com novos episódios, então foram lá e trataram de colocar um fim, com toda a passionalidade que um fã poderia ter. Foi angustiante sim, funcionou no quesito emocional, desde a abertura até a forma como tudo se encerrou.

Goku e Vegeta se uniram, ficaram mais fortes juntos e deram vida a um guerreiro super esperado, Gogeta. Mas no final uma genki dama seria praticamente o tiro certo para um final, a sensação de união, de que toda a terra, do universo, de todos os planetas que Goku viajou no início precisariam estar juntos para derrotar tal guerreiro, faria com que todos se emocionassem.
Se GT me fez chorar no final, hoje, sabendo que temos muito mais Dragon Ball por aí, imagina na época, imaginar que daríamos tchau. Eu nunca fui bom em dar tchau mesmo.

Em Dragon Ball Super veríamos o torneio do Poder, o maior de todos, onde Goku encontraria vilões desconhecidos de todo o universo. Onde todos os derrotados seriam apagados e somente o universo vencedor sairia vivo dali. Conhecemos todas as interfaces possíveis de vilões e finalmente sentíamos que teríamos uma volta as origens: Um grande torneio do Poder.

Goku e Vegeta pensaram na montagem da equipe, todos estavam lá, inclusive mestre Kami, personagem recuperado com maestria por possuir técnicas interessantes e experiência em torneios. Todos treinaram, inclusive Madin Buu, que havia ido muito bem durante o torneio entre o universo 6 e 7 (saga que acabei ocultando dessa batalha, mas que se faz relevante a menção).  Mas já conhecemos como é Buu certo? E em cima da hora nossa equipe precisava de mais um guerreiro, um grande guerreiro e foram até o inferno trazer o grandioso Freeza.

O torneio serviu para recuperar os personagens, trouxe um Picollo mais firme, Kuririn, Tenshinhan, Androide numero 18 e, assim como DGB GT, o Androide numero 17. Gohan voltava a treinar e estava mais forte e era hora de todos se unirem para que o universo não fosse apagado.

Foi aqui o maior acerto do anime, o torneio não deixaria os personagens principais em segundo plano, mas aproveitaria muito mais dos clássicos guerreiros que conhecíamos. Transformando toda a dinâmica um dia criada. Foi ali que pudemos aprender como se trazer um personagem e transforma-lo em lenda, não é mesmo 17?

O torneio também traria desafios a Goku e Vegeta, um guerreiro chamado Jiren, introspectivo, de poucas palavras e com um passado desconhecido. Conheceríamos também os sayajins do universo 6 e aprenderíamos que a garra e a vontade de ser melhor e mais forte é inerente a raça.

Aqui teríamos uma terceira nova transformação que ao longo de aproximadamente 300 episódios foi apontada como um poder que nem os Deuses poderiam controlar completamente, o Instinto Superior.
O final foi épico, inesperado, a trilha sonora esteve cada vez melhor, os traços tinham superado os problemas da primeira e segunda Saga. Havia crescimento, o final chegou e logo um novo filme foi anunciado. Uma certeza ficou na mente, Dragon Ball Super estava melhor do que nunca e saiu para uma pausa estratégica, para retornar aos braços dos fãs.

Sem dúvida, DGB GT foi um erro, mas no momento em que foi lançado foi um mal necessário. Mostrou que o anime ainda tinha fãs, mostrou os erros que não poderiam ser cometidos e qual caminho a se seguir. Foi uma decepção que se não tivesse acontecido, talvez não estaríamos aqui discutindo essa batalha tão importante.

Prontos para o novo filme? Quem apoia uma batalha para decidir quais os melhores filmes do título? Quais os animes que querem ver por aqui?

Deixem seus comentários e até a próxima.
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