Torneio De Animes - Dragon Ball GT Vs Dragon Ball Super (Parte 3)

Por Alvaro Luiz Matos

14 de abril de 2018

Já ficou claro que Dragon Ball Super é (desculpem o trocadilho) superior ao GT, mas daqui pra frente a comparação fica ainda mais desnivelada.

Super 17 (GT) x Goku Black (Super)

Ainda insisto na dificuldade de se criar um grande vilão, para tal é necessário muitas vezes trazer alguém de volta (como mencionei na ultima postagem) ou se lançar no desafio de criar uma motivação válida para aquela ameaça que apareceu.

Dragon Ball GT resolveu beber da água de trazer grandes vilões de volta e abriu a porta do inferno para que Goku e seus amigos lutassem contra todos aqueles que em algum momento já haviam sido derrotados. Todo o exército de Freeza, todos os androides criados desde o início da série, o próprio Freeza e também Cell. Assim todos os rivais estavam ali dispostos a vencer nosso guerreiro sayajin.

Entretanto, reviver vilões pode ser legal se não for mal utilizado, e foi bem isso que aconteceu. Se em Super, Freeza retornou soberano, em GT foi patético e perdeu a importância que em algum momento obteve, os personagens revividos foram pouco aprofundados, parecia que bastava ter a voz do personagem que os fãs já adorariam o plot, mas não foi bem assim.

Dentre eles, o Androide 17 foi recriado e fundido à sua versão original na terra. Foi mais um tiro no pé, pois um bom personagem mal utilizado pode só estragar as coisas. 17 foi modificado, perdeu o carisma, perdeu suas características e a importância que tinha. Foi talvez a saga mais chata e mais curta de DGB GT, afinal, foi muito superficial.

Em paralelo a isso, Dragon Ball Super tinha uma de suas melhores sagas em anos. Goku Black veio coberto de suspense, de dúvidas, misturou viagens no tempo, trouxe Trunks do futuro novamente, um Kaioshin corrompido e muita briga boa.
Zamasu do passado, do futuro, do presente, no corpo de Goku, super sayajin Rose, fora do corpo, se fundindo. Foi um show de roteiro, de profundidade, de personagens bem trabalhados. A série soube aproveitar o universo que já vinha criando e abrir um espaço nela para colocar uma saga interessantíssima.

Se em a Ressureição de Freeza, nossos antigos Guerreiros estavam fora de forma, aqui focamos apenas na participação de Vegeta e Goku, e levar essa batalha para o futuro evitou um chororô de mortos, as vagas para a viagem eram poucas e só cabiam nossos grandes guerreiros ao lado de Trunks.

Acredito que seja essa a boa maneira de focar em algo, deixar um pouco para trás outros personagens, mas não fingir que eles não existem.

Não nego que aqui já sentia a falta de um Gohan importante, já estávamos há três sagas sem vê-lo ser relevante. Mas Vegeta e Goku no mesmo patamar de poder foi um ponto positivo imenso.

Nessa batalha não existe forma de Dragon Ball GT vencer, por incompetência do anime e por extrema competência de DGB Super. Vocês não acham?
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