Scandal - 7x17 - Standing in the Sun

Por Dilma Oliveira

23 de abril de 2018


Tudo o que vimos, ouvimos e imaginamos alcançou um ponto de ebulição no episódio “Standing in the Sun”. É difícil não pensar na situação atual da Casa Branca e mentir enquanto assiste à temporada final. Se agindo sozinho, a pessoa tem apenas seus pecados para confessar. Quando dois ou mais estão envolvidos, a apuração da verdade é afetada e um tsunami de danos colaterais se instala. Ninguém consegue o topo da montanha sozinho, sem uma equipe e consequências. Em mais uma prova da rapidez com que Scandal se move, o final da série tem menos de uma hora de duração. É isso mesmo: Falta menos de uma hora de Scandal, uma única edição de 45 minutos para resumir o que parece ser pelo menos mil enredos pendentes.

O episódio começa quando a presidente Mellie está se preparando para uma entrevista com o Promotor Especial Lonnie Mencken para tratar das alegações contra ela, uma investigação potencialmente fatal que envolve todas as pessoas com quem ela é mais próxima. Apesar do conselho de sua advogada, que se pronuncia a 5° emenda (essa advogada apareceu pra dizer só isso porque ela não fez mais nada, até Mellie poderia dizer isso sem precisar de ajuda por um simples motivo ter feito direito mas enfim) entretanto a presidente  decide entrar no interrogatório com o que Olivia diz ser a arma mais poderosa à sua disposição: a verdade. Sim, Charlie trabalhou para Mellie em conjunto com seu trabalho para a OPA, mas não, ela não contratou Charlie para derrubar o avião do vice-presidente. Isso deve ser bastante óbvio, já que Mellie não tem nenhuma motivação aparente para matar seu próprio sucessor em comando.


Ou ela? A maior bomba lançada no primeiro de vários confrontos diretos com o promotor especial Mencken é sua teoria de que Mellie era a força motriz por trás do assassinato do presidente Rashad. De acordo com Mencken, que tem uma evidência em vídeo de uma conversa no Salão Oval entre Mellie e a então chefe de gabinete Olivia, ela ordenou a explosão do avião de Rashad. Quando Cyrus descobriu a verdade, a teoria foi, ela conspirou com Liv para derrubar seu avião e contratou Charlie para fazer o trabalho.
Por fim a intimação e poder fazer Olívia responder as mesmas perguntas difíceis feitas a Mellie. Uma coisa era Mellie contar com a 5 emenda, mas se Olívia faz a mesma coisa, pode se tornar a maior percepção pública de que a Casa Branca tem algo nefasto a esconder. Então, em vez de esconder a verdade, Olivia a abraça da maneira mais chocante possível, gente por um momento eu pensei que ela iria incriminar a minha querida Melllie, eu até dei pausa fui na cozinha beber água respirei fundo voltei e dei play mas graças a Deus que ele existe e também não fiquei supressa pelo o que disse que foi admite a Mencken que Mellie não ordenou o golpe no Presidente Rashad, e ela pode dizer isso com confiança porque ela agiu por conta própria. Não sob a autoridade do presidente, mas por sua própria autoridade como comandante, chefe do governo paralelo conhecido como B613.

A verdade é como o sol para Olivia, ela precisa disso para limpar o ar e o que resta de sua integridade. Olivia e Jake se uniram e achavam que os tornariam mais poderosos que Rowan. Nenhum deles percebeu que o poder não pode ser tirado e assumido, é preciso nascer poderoso. A garotinha do papai não aprendeu essa lição enquanto comandava seu período temporário como Comando B613.

Por esta altura, porém, todos na órbita de Olivia se acostumaram a mentir, especialmente sobre o B613. Não há como expor B613 sem implicar todos os personagens regulares da série, vários dos quais já mataram em nome da organização várias vezes. Mas isso é um risco que eles terão que assumir, diz Olivia à facção da Casa Branca. Ela espera deixar a facção QPA fora da linha de fogo, mas Quinn, Abby e Huck prometem sua lealdade e se oferecem para testemunhar a Mencken sobre a existência da B613, não importando o custo. Olivia está hesitante em colocar seus amigos em mais perigo, mas ela cede e lhes permite navegar sobre um penhasco com ela uma última vez.


Mais de sete temporadas e em intervalos diferentes, alguém no programa buscou poder sem saber o que isso implicava. Olhando para o final do próximo epsodio, será que vai desmoronar, ou os roteiristas vão tirar um coelho final de seus chapéus brancos? Não prevejo que Olivia, Mellie, Fitz e os gladiadores sejam condenados e mandados para a prisão. O episódio terminou em uma nota de pânico, e estou curioso para saber como o final vai se desenrolar. Os telespectadores sabem que não devem duvidar de Shonda Rhimes e seu fim de jogo para Scandal , se por nada mais do que uma memória duradoura.
Fomos criados para um jogo de vencedores, perdedores, vilões e heróis. Jake e Cyrus são vilões por diferentes razões. Jake é um amante desprezado que não conquistou Liv e decidiu fazer com que ela e seus associados pagassem pela traição. Jake não podia competir com Fitz, o presidente figura-prima, pelo amor de Olivia. Sua esposa amorosa não era o suficiente para ele, ele queria o que ele achava que era o poder herdado de Olivia e o carinho de Rowan como pai substituto. Cyrus nasceu egoísta e mal, e tudo o que ele fez é para esse fim. Cyrus não é um vilão dos desenhos animados, uma prova dos escritores e do ator.


Há algum inocente na política ou todos os tubarões tramando e conspirando uns contra os outros? A política é um negócio sujo que exige táticas predatórias e amnésia seletiva. Ao longo da vida da série, vimos uma amostra do que acontece no cenário global, a maioria dos quais nunca conheceremos em nossa vida. Somos melhores ou piores por conhecer esse fato? Por fim, ansiosa para saber o que vai acontecer no episódio final, espero que Mellie seja feliz e que os filhos apareçam até porque né gente, nunca mais vi essas crianças cujo um morreu a outra deve até ter entrado pra faculdade pelo os meus cálculos aqui e o mais novo... bom deve chamar a babá de mãe. sobre Fitz e Liv não tenho nada a declarar.
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