La Casa de Papel - Parte 2

Por Rozany Adriany

10 de abril de 2018

 "EMPIEZA EL MATRIARCADO"

Para aqueles que, assim como eu, resolveram esperar até o dia 6 de abril para ver a segunda parte da série, eis que finalmente o nosso momento chegou, rs. E, olha, valeu e muito a espera, viu?

A segunda parte de La Casa de Papel foi consistente no quesito ação, apreensão, tensão e intensidade! Após os acontecimentos da primeira parte, logo nos primeiros episódios já nos damos conta de que o plano do professor abarcou toda e qualquer variável que se pudesse imaginar, desde o comportamento de seus aliados (Berlim, Oslo, Moscou, Tóquio, Nairóbi, Denver, Rio e Helsinki) com suas particularidades, até o comportamento dos sequestrados e seu instinto de sobrevivência, e claro, todos os passos da polícia e seus protocolos a ponto de saber como eles reagiriam a cada situação e dessa forma moldar como os assaltantes deveriam reagir (é gênio que chama, né gente?).

Porém, um ponto passou despercebido pelo gênio, rs... Uma variável não foi considerada, e ele não foi capaz de prever que seu envolvimento com Raquel seria tão intenso e profundo, e a partir daí algumas coisas começaram realmente a sair dos eixos e dar errado, nos deixando cada vez mais tensos.

E um dos pontos que mais me deixaram incrédula foi exatamente a maneira como ele acabou sendo descoberto por Raquel; afinal, é difícil aceitar que uma mente tão brilhante, tão minuciosa e detalhista, após todas as reviravoltas, foi descoberta por um fiapo de peruca (WTF?). Sério gente, eu tive que pausar, voltar e repetir a cena (e admito que ainda assim não vi o danado do fiapo, rs). Como é possível que após aquela cena icônica dele burlando toda a operação do hospital, um fiapo o entregou? Ah, isso eu não consigo superar!!

Mas, seguindo... Dois pontos que me emocionaram bastante foram 1. a cena de Helsinki acabando com o sofrimento de Oslo após o golpe sofrido pelos reféns que escaparam na primeira parte; e 2. a morte de Moscou (sim, chorei com a despedida dele e de Denver; foi a morte que mais senti).

No geral, a segunda parte foi repleta de emoção, ação e tensão; e acredito que o final foi coerente com toda a história, levando à reflexão sobre quem são os bons e quem são os maus, e à questão: é tudo assim tão preto e branco mesmo? Claramente devemos arcar com as consequências de nossos atos, e de certa forma, com todas as perdas, foi o que acabou acontecendo com eles, e arrisco dizer, em ambos os lados. Mas, estamos falando de ficção e aqui é totalmente aceitável se encantar e torcer por um grupo de assaltantes em busca de novas oportunidades sem de fato prejudicar ou "roubar" ninguém além dos bancos que vivem nos roubando. Porém, na vida real não dá para fazer isso, tá gente? rs

Ps1. Nairóbi, eu te venero!!!
Ps2. Se passei toda a temporada odiando o Berlim por ser o pior do grupo, no final ele ganhou meu respeito ao salvar todos.
Ps3. A única coisa que não gostei do final foi que não mostrou como estavam todos após 1 ano do assalto.
Ps4. Como faz para tirar Bella Ciao da cabeça??
Ps5. E mesmo com o final bem fechadinho de séries finale mesmo, após todo o sucesso da série aqui no Brasil é impossível não me iludir de que a Netflix poderia produzir mais alguma temporada! (Por favorzinho, nunca te pedi nada, miga Netflix!!!!)

Mas, por enquanto, temos mesmo é que lidar com o vazio ao acabar mais uma série fenomenal como essa. E aos que ainda não assistiram: Corram para a miga Netflix e se deliciem com 22 incríveis episódios dessa série icônica, meus amigos!

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