This Is Us - 2x17 - This Big, Amazing, Beautiful Life

Por Janaína Guaraná

13 de março de 2018


Falar de This Is Us, tornou-se aquele momento diário onde refletimos sobre todas as coisas que boas ou ruins, grandes ou pequenas, doloridas ou amenas, nos fazem ser quem somos. É aqueles segundinhos que sentimos nos elevar acima da matéria e lembramos do gosto favorito, do brinquedo preferido, do colo de mãe ou da confidência de irmãos. É os recortes da vida, que hora ou outra, ganham destaque e uma caneta colorida. 

Existem pessoas que fazem nos sentirmos em casa e existe nossa própria casa, onde deveríamos nos sentir assim, como se por brincadeira do destino, estivéssemos no lugar errado, mas desfrutando de um vínculo tão forte que é suficiente. Do alto dos 20 e tantos anos, os caminhos, quedas, encontros e desencontros, se justificam e bastam, mas exibindo a idade escolar, sentir em casa é pré-requisito, e de novo a vida por graça ou poesia nos coloca no lugar certo. 

Temos a família que o destino nos deu, e temos a que nós mesmo escolhemos. Só posso de novo dizer que a vida brinca e nos faz sentir destinados a família que escolhemos, aquela que nos veio naturalmente, quando por vezes se torna apenas uma referência, porque a vida tem dessas coisas, como se estivéssemos nos treinando para assumir um posto e quando assumimos, sentimos que cabe perfeitamente. 

Deja é uma criança que precisa de estabilidade, seja ela em mansões ou em apartamentos onde a alegria é maior que tudo. Embora imagine a dor de não ser mais suficiente, por causa das próprias escolhas e pela vida que deixou as oportunidades bater na porta errada, ir é um ato de coragem, não é entregar os pontos, é dizer para a vida que dessa vez a batalha continua e estamos sozinhos podendo valorizar cada queda. 

Toby merecia mais, merecia uma hora do irmão, um sorriso, uma palavra que fosse, merecia não estar sozinho, merecia sentir-se entre os seus. Mas é quando a vida se mostra genial e mostra uma intimidade nata, daquelas que cultivamos desde crianças com nossos irmãos, um companheiro que vemos naqueles encontros mágicos dos livros, como se o destino soubesse de tudo e estivesse sentado de camarote esperando as gargalhadas. 

 Randall, eu li em um livro que é possível saber um monte de coisas e não acreditar em nenhuma delas e depois da jornada acreditar em todas elas. Por mais intenso que seja, é engraçado pensar que todas as coisas destinadas a nós, de uma forma ou outra, sempre chegam.

Kate, ninguém substitui ninguém, somos esse universo particular e dividimos esse espaço, como se ser feliz ocupasse tudo o que somos e quem temos. Não dá pra ser feliz sem aqueles que fazem parte de nós, mesmo que uma pequena porção de nós se esqueça, a memória, o sangue pulsando e a epiderme latejando nos lembra por frações mínimas que a felicidade não seria completa se não fosse a história que carregamos e com quem compartilhamos.


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