Marseille - Segunda Temporada

Por Juliana Pereira

27 de março de 2018


A segunda temporada não foi ruim, mas também não foi melhor que a primeira. Papéis que eram principais ficaram secundários, assuntos aleatórios apareceram e tomaram conta de capítulos, cenas de ação foram praticamente excluídas, mas a essência pela busca de poder permaneceu. 

Eu não quero dar spoilers, acho difícil até porque essa temporada já está desde o início do mês. Mesmo assim, vá que alguém esteja em atraso como eu... por isso vou apenas pontuar algumas coisas. 

Eu não sei o motivo, mas Lucas ficou totalmente apagado nessa temporada. O papel dele na primeira temporada foi de extrema importância para o desenvolvimento da série e ele simplesmente sumiu e deixou que “os ratos tomassem conta”. Não sei se esse era o objetivo, mas não gostei. Ele podia ter enfrentado o PF e os rolos todos sendo o Lucas de antes, mas ficou lá só completando a cena. O personagem perdeu todas as suas características. 

A família Taro prega a mensagem de união, mas em casa episódio os personagens iam cada vez mais para caminhos totalmente diferentes. Gostei que Julia permaneceu na sua essência e quase pagou caro por isso, mas se não fosse ela talvez essa temporada tivesse ficado mais chata. Taro ocupou o lugar de Lucas, usou inclusive a esposa para isso. Falando em esposa... Rachel teve uma história à parte de tudo o que estava acontecendo. 

Alguém pode dizer “não estava tão à parte, pois o PF não gostava de imigrantes”, mas essas questões foram apenas citadas nas reuniões de partidos onde a briga de egos era maior. O que aconteceu ali é que tentaram dramatizar ainda mais a história dela e se perderam. Como uma pessoa vai se atirar de 4 metros e não terá nenhuma sequela mais grave do que isso? Daí, para ajudar, ela se encanta por um menino e às vezes eles lembravam dos dois. 

Outros detalhes um tanto tristes vou destacar rapidamente que são Eric e o amigo religioso. Falo religioso pois as cenas relacionadas a ele abre uma grande brecha para a interpretação de “todos os árabes são terroristas” e não é bem assim. Acho que essa questão podia ser mais explorada, ao menos explicada. Outra coisa é Eric, que é legítimo “filho das circunstâncias” e aquela cena dele dopado me deixou arrasada. 

O último episódio deixou claro que teremos mais temporadas, mas não sei se será algo bom. Pai e filho se entenderam e os gananciosos da vez foram presos. O sinal que deram é que a história se voltará ao Lucas, mas não sei o que mais vão inventar para dar sustância à série. Espero que a próxima temporada seja com mais ação e mais coerente.
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