Literatura em Foco - A Guerra que Me Ensinou a Viver

Por Janaína Guaraná

23 de março de 2018


A guerra que me ensinou a viver é a continuação do livro A guerra que salvou minha vida, finalmente chegou às livrarias e eu muito sortuda que sou já ganhei de presente. Escrito pela autora Kimberly Brubaker Bradley e publicado pela DarkSide (DarkLove♥) se preparem para mais uma viagem à Segunda Guerra Mundial sob a narração de Ada Smith, uma garota de 12 anos que agora tem os pés bons. 

Ada continua enfrentando o inverno rigoroso, a guerra, o racionamento e está em plena recuperação da cirurgia que a permitiu andar sob os dois pés, enfrenta palavras sem significados e enfrenta a perda. Mas, o caos dentro da gente, a dúvida de saber se somos merecedoras de tanta dadiva em meio a destruição. Ada cresceu condenada a acreditar que não merecia nada, que devia ficar fora da visão de todos e que estar era um fardo pesado demais para uma criança. 

Dessa vez, seus sentimentos conflituosos causam muito menos danos a si própria, com o cuidado e carinho de Susan, Ada aos poucos entende que todas as crenças e achismos que tinha eram produto da mãe, que tudo sempre tem dois lados, duas visões e nunca é um sentimento unilateral. Aprende que é possível saber muita coisa e não acreditar em nenhuma delas. 

Mas, vejam bem, estamos em Guerra e diante da face do horror conhecemos pessoas que se inspiram com a capacidade de uma criança não desistir, de viver em meio ao campo cultivando sonhos e aprendendo com a dureza da vida diária. Ada se sentia presa dentro de si mesma e das concepções rasas que formulou sobre a vida e sobre o amor, como se uma criança não pudesse ser criança de devesse cuidar de todo mundo, mas sob o olhar de Susan e Lady Thorton ela aprende e aceita que também pode ser cuidada pelos outros. 

A querra que me ensinou a viver, emociona e tira lagrimas, proporciona uma visão clara da vida que se vivia durante a guerra, das perdas e sonhos, das privações e dos poucos momentos que comemorávamos, das pessoas que marcam com uma coragem heroica ou apenas humana, das vidas que foram precocemente perdidas e dos sonhos que ficaram nas gavetas, e que enfim é possível saber um monte de coisas e acreditar em todas elas.
Comentário(s)
0 Comentário(s)