Grey's Anatomy - 14x16 - Caught Somewhere in Time

Por Rozany Adriany

25 de março de 2018

Não posso começar essa review de outro jeito senão falando de April e da minha insatisfação com o rumo que estão dando para a personagem. April está totalmente perdida e se afundando em um poço que parece não ter fim. Sabemos que o álcool e o sexo são válvulas de escape para o sofrimento que está lhe consumindo e ok, há situações em que isso é compreensível, afinal, qualquer ser humano normal utiliza dos recursos que mais lhe parecem propícios a sanar a dor que toma conta nos momentos mais difíceis.  

Mas, será que os roteiristas não estão exagerando na dosagem? Posso estar equivocada, mas April parece estar sofrendo pela morte de sua paciente, a esposa de Matthew. Talvez haja algum tipo de culpa que a assola pela perda da paciente, pela representatividade que a mesma tinha por ser alguém que ajudou Matthew a se reestabelecer após ser deixado no altar por ela! E, por ironia do destino, eis que a mulher se torna sua paciente e morre aos seus cuidados. Mas, parando para pensar, é compreensível a proporção com que a personagem vem se afundando ao longo dos episódios desde então?

Minha humilde opinião é que não! April já passou por coisa pior, April perdeu seu primeiro filho da forma mais triste e dolorosa.. e nós vimos April nesse nível de sofrimento? Não sei vocês, telespectadores, mas eu não vi! Por mais difícil, doloroso e torturante que o momento foi, April não chegou a esse nível... E, ok, talvez o problema no momento não seja apenas a morte da paciente, talvez seja um acúmulo de perdas, um acúmulo de dúvidas e questionamentos que martelam em sua mente, como o abalo de sua fé em consequência dos acontecimentos. Mas, não deixa de ser revoltante ver a maneira como os produtores resolveram moldar a história da personagem, principalmente agora em que sabemos que a atriz está para sair da série e o questionamento que fica é: aonde essa história vai nos levar? O que acontecerá com April? Eu, sinceramente torço para que eles não estraguem a trajetória de um personagem mais!

Por outro lado, a história de Arizona parece estar sendo direcionada à Nova York, a reaproximar-se de Callie pelo bem maior de Sofia e sua difícil adaptação em Seattle longe daquilo que estava habituada em NY. E embora esse seja um direcionamento menos revoltante, não deixa de ser difícil saber que desde já precisamos preparar-nos para a despedida de mais uma personagem incrível e tão poderosa como Arizona sempre foi.

No mais, gostei de ver Jo incentivando Meredith a seguir com seu projeto, mesmo estando abalada após a situação com Cerone. Assim como gostei do caso do garotinho com concussões em forma de risada, e sigo firme na torcida para que o estudo de Amélia e Alex dê certo, afinal, já temos dois pacientes necessitados dele! Além disso, sobre Amélia e Owen, era bem óbvio que a regra de "sem sentimentos" acabaria sendo quebradas e aqui temos o gancho para o retorno de Teddy. Eu só espero que não estejam reabrindo esse plot de um possível relacionamento entre ela e Owen para trazer mais confusão, afinal, Shonda parece não estar mais sabendo unir casais, mas segue firme em sua capacidade de destrui-los sem muito esforço! 

E falando em casais, meus olhos seguem queimando com Jaggie. Porém, preciso dizer que bati palmas para Webber ao se posicionar em frente à Catherine que, como sempre, tinha que se intrometer na vida do filho e querer impor sua opinião a respeito da situação. 

Por fim, preciso dizer que o treinamento de trauma de Owen só não foi mais cômico porque não estava aguentando ver April do jeito que tava. Mas, que, ao mesmo tempo, me fez lembrar da primeira vez em que ele fez isso nos tempos de (mais) glória de Grey's, rs. E só me trouxe mais saudades!
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