Em Foco no Oscar - Dunkirk

Por Janaína Guaraná

2 de março de 2018


Inspirado na Operação Dínamo, Dunkirk, dirigido por Christopher Nolan, reconta a história dos 400 mil soldados aliados enviados para salvar a França do avanço Nazista e acabaram encurralados na cidade francesa de Dunquerque, costa norte do país. Os soldados enfrentavam atrás de si o inimigo pronto para massacra-los e a frente apenas o mar, onde vislumbrava-se a pátria, tão perto e tão longe. 

A reconstrução da desesperadora espera do exército britânico e o milagre do seu resgate, arrepia, um dos episódios mais fascinantes e fundamentais da Segunda Guerra Mundial, já que o Reino Unido foi capaz de recuperar a força para enfrentar a investida nazista. Mais de 300 mil soldados foram resgatados, graças a marinha britânica e a inúmeras embarcações civis. E a ainda incompreendida ordem que o próprio Hitler deu para parar o ataque contra Dunquerque. 

Feito com poucos diálogos e mais ação, a tensão é sentida a cada cena, cada vez que um soldado consegue subir num barco, respira aliviado enquanto bebe chá, para no minuto seguinte ser atordoado com o som de uma bomba que o coloca na praia novamente. O desgaste de uma guerra e a destruição emocional, fazia com que alguns soldados simplesmente largassem tudo e entrassem no mar andando, como se os 80 quilômetros do Canal da Mancha, caminho de casa, fossem simples passos. 

O que faz Dunkirk um filme excepcional, um dos melhores do ano, é a capacidade de inovar em meios a regras de gêneros escritas há tempos. Nolan transforma um clichê e surpreende o público. Cria sequencias de tirar o folego e eriçar os pelos. Torna a tensão palpável e grossa no ar, enquanto torcemos arduamente pelo resgate dos soldados. 

Dunkirk e transporta para o ambiente instável que desperta o herói e o vilão dentro de cada um de nós, te faz sentir medo, desespero, angustia, não te dá um minuto de descanso. No fim das contas, a batalha de Dunquerque, foi mais um esforço desesperado pela sobrevivência, que Nolan encena friamente.

 É um dos filmes mais imersivos sobre guerras e por enquanto, meu favorito.
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