Grey's Anatomy - 14x10 - Personal Jesus

Por Rozany Adriany

31 de janeiro de 2018


Como não se envolver com um episódio que trouxe temáticas tão relevantes em situações extremamente sensíveis? É simplesmente impossível!

Vamos começar falando sobre o plot da Jo e do Paul. Após o final do episódio passado, cheguei a pensar que a história ainda iria demorar a ser finalizada e, sim, acredito que muitos, inclusive eu, ficamos com medo de alguém resolver acusar Jo e Alex de terem sido os culpados, ou até mesmo, de realmente levar a história para esse lado. Mas, por sorte, não foi o que aconteceu. E uma das coisas que achei que foram positivas também foi que, além de darem um desfecho para a história, não se prolongaram tanto nele durante todo o episódio. 

Além disso, o modo como o "desfecho" foi apresentado não me pareceu forçado, nem insano demais, por assim dizer. Quer carma maior do que ser atropelado por um motorista bêbado, sofrer uma leve concussão, sua noiva finalmente abrir os olhos para quem realmente é o parceiro e então, por perder a compostura e se revelar tentando ataca-la, sofrer outra concussão mais séria e ter morte cerebral? Achei um final digno para um personagem que causou tanta repulsa em tão pouco tempo de presença! 

E devo confessar que fiquei com dó da Jo ao descobrir que era dela a responsabilidade em desligar ou não as máquinas e doar ou não os órgãos. E mais uma vez preciso parabenizar a Camilla que arrasou em sua interpretação, afinal, quem nunca teve um ataque de riso em um estado de choque para só depois cair na real? No fim, há luz na escuridão sim, e Jo fez com que Paul não fosse de todo ruim ao doar seus órgãos. Um verdadeiro exemplo a ser seguido no quesito força e compaixão, mesmo com todos os traumas. Como falei na review anterior... espero que agora com o plot encerrado, a personagem possa focar no futuro e crescer. 

Seguindo em frente.. Precisamos falar de April! E, não acredito que irei dizer isso, mas preciso defender a personagem! Primeiramente, achei desnecessário toda a arrogância com a qual Arizona tratou-a ao ver que a paciente estava pior do que pensavam, uma vez que April esteve durante todo o episódio checando-a, fazendo o possível para que ela estivesse cômoda. Me parece que a situação com Matthew apenas lhe serviu para ver que as coisas não saíram tão bem para ela como ele pensa, porém, a luta de cada um é diferente, não é? E foi interessante ver toda a trama girando em torno da crença da personagem através de diferentes pacientes e situações, o que a levou a tomar decisões no calor do momento após um dia ruim de trabalho. Todos somos humanos, vale lembrar!

Por fim, para mim o ápice do episódio foi o caso de Eric! Foi muito interessante a forma como trataram a temática, de forma pesada, mas completamente realista. Infelizmente as pessoas são muito intolerantes e situações como a que foi mostrada no episódio são reais e mais frequentes do que se pode imaginar. E é revoltante ver que em um mundo onde TODOS somos DIFERENTES, independente de cor, raça ou crença, uma criança é morta porque um policial resolveu atirar primeiro e perguntar depois por causa de sua cor e que um pai e uma mãe precisam doutrinar seus filhos a aguentar discriminação racial apenas para manter-se vivo, independente da situação!

A verdade é que o mundo está precisando de TOLERÂNCIA! Precisamos pensar mais no próximo, e já que o episódio falou tanto em crença, precisamos relembrar algo simples, mas muito essencial: Ame o próximo como a ti mesmo! E acreditem, o mundo será um lugar bem melhor se a intolerância for trabalhada!

Até a próxima, gente!
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