Black Mirror - 4ª Temporada

Por Ellen Joyce Delgado

5 de janeiro de 2018


Desde quando teve sua primeira aparição, a série Black Mirror viralizou momentos marcantes. Tanto que, nas horas em que coisas muito estranhas acontecem, o público sempre manda a mesma piada interna: “Isso é muito Black Mirror”

Sua síntese explora a revolução da sociedade contemporânea e sua superficialidade. Ela nos mostra o mal-estar de um futuro próximo. 

Na última sexta-feira, a Netflix lançou mais uma temporada para essa série. A mesma é composta de seis episódios e todos merecem muita atenção. Ao meu ver, a produtora teve alguns momentos de fuga do contexto central da série. Uma produção que sempre tratou de previsões futuras de forma inteligente, acabou deslizando um pouco com alguns momentos bem atuais. Outro ponto que foi bem marcante para mim – não digo positivamente – foi as cenas de violência. Essa temporada teve violência presente em todos os episódios. E, em alguns deles, esse era o clímax do enredo.

Mesmo diante de alguns pontos extremos, eu não pude deixar de aproveitar os seis episódios dessa temporada. Digo que foram todos bons. Claro que existem aqueles que mais marcam. Então vamos descobrir quais são:


No primeiro episódio você se encontra diante de uma representação de Jornada nas Estrelas – ou Star Treck - o qual deixou o mesmo até um pouco cômico. Ele consegue trazer diversão e filosofia bem rentes. 

O segundo episódio você encontra uma visão bem real do que já presenciamos nos dias atuais: Uma vida toda controlada por nossos tutores através da tecnologia. Ele demonstra os relacionamentos abusivos que muitos já possuem atualmente com os próprios pais. 

O terceiro episódio já trouxe o ponto que todos temem: Como seria se as pessoas pudessem ler nossas mentes? O mesmo traz um forte suspense com o passar do enredo. Eu realmente senti isso bem realista, apenas não gostei do final – ou da falta do mesmo

O quarto episódio foi muito bom. Ele fala sobre nossas dificuldades de relacionamento e como seria tão mais fácil se nós enfrentássemos um pouco a realidade. Este representa muito nossos relacionamentos atuais acompanhados de nossos pacotes de dados. 

O quinto episódio não me atraiu muito. Esse, na verdade, foi o menos aclamado pela grande maioria. Só me recordo de um cão robô que resolve matar uma galera. (rs) 

Agora vamos falar do último episódio. Este foi ÉPICO! Como a maioria sempre diz: Para fechar com chave de ouro. Ele traz uma referência à alguns episódios anteriores, mas acalme-se: Você não tem obrigação de se lembrar disso, pois a produção deixou tudo muito bem claro. Tudo começa com uma viajante perdida e sua curiosidade ao conhecer um museu do horror presente na sua rota de viagem. Neste museu, estão presentes fragmentos dos maiores procedimentos falhos de um homem. As histórias de cada um deles já te deixa bem perplexo, mas o final, ah o final... Esse merece ser acompanhado atenciosamente. E, talvez, mais de uma vez! 

Todos essas horinhas que passei na frente da televisão vendo essa temporada valeu muito a pena. Agora, como todos os outros que já assistiram, só podemos esperar novas produções e orar para que a Netflix não resolva cancelar essa série também. Afinal, isso seria muito Black Mirror!


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