Feminismo em Foco: Mulheres e Maravilhas.

Por Ellen Joyce Delgado

21 de dezembro de 2017

Somos todas Mulheres Maravilhas!

A DC surpreendeu um pouco com suas últimas produções – positiva e negativamente. Mesmo depois de um tempo com a estreia do longa Mulher Maravilha, ainda temos muito o que falar sobre o mesmo. E, aproveitando o espaço do site, não poderia deixar de fazer uma comparação com o tema de hoje: Feminismo

Muitos movimentos ainda acontecem hoje em dia – tudo por conta da sua necessidade. Por mais que digamos que as coisas mudaram no nosso contexto histórico, precisamos concordar que a desigualdade de gênero ainda é muito visível atualmente

Algumas mudanças aconteceram através de revoluções individuais femininas, seguidas de outros contextos com distintas participações. Mas ainda precisamos de mais. 

O modelo do filme retrata um pouco o feminismo moderno. Não digo aqueles que seguem a individualidade da existência humana e a falta de conexão entre ambos os gêneros – isso não é feminismo – mas sim a consciência da nossa própria capacidade e a naturalidade em nossas escolhas. Não precisamos de limitações de gêneros. 


Os direitos são sempre iguais – ou, pelo menos, deveriam ser. Diana tem a consciência de sua própria capacidade. Torna-se uma pessoa que elege seus próprios conceitos e segue sua trajetória com espontaneidade. Demonstrou que sabe lidar com qualquer pessoa e pode ter, sim, um contato assertivo com as mesmas. 

Isso tudo não precisa ser apenas um enredo fictício. Por mais figurado que tudo isso pareça, alguns pontos podem ser reaproveitados. Até mesmo o mundo cinematográfico poderia reavaliar isso e perceber que não apenas uma única mulher pode ser a heroína da história. 

Nós não estamos em um planeta habitado apenas por um único gênero. Talvez, o pensamento ilusório ainda seja esse: “o poder masculino ainda impera por conta de sua força”. Essa ilusão ainda nos desafia com desigualdade de oportunidades, preconceito e, até mesmo, violência

Devemos ignorar isso, mas ainda precisamos de uma maioria esclarecida. O machismo à nossa volta merece um papel invisível. 

É difícil imaginar que uma personagem com surgimento em 1940 pudesse fazer tudo isso – e como é. Mas, através disso, devemos compreender que essa luta já é antiga e, mesmo ainda tão contemporânea, merece ser entendida e tornar-se apenas uma grande conquista, vigente em nosso pretérito.
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