Marvel's The Punisher - 1x2 - Two Dead Men

Por Alvaro Luiz Matos

19 de novembro de 2017

Com um segundo episódio muito superior ao primeiro, começamos a entender o que realmente está acontecendo.

Vale dizer que tive grandes problemas com o piloto, que, pra mim, foi muito lento e desnecessário. O único ponto positivo foi, sem dúvida alguma, as lutas no final do episódio e mesmo assim, me incomoda com o tom sombrio adotado nas escolhas das lentes. Alguém poderia avisar a Marvel que o que mais se reclama de suas séries é exatamente essa escuridão? Ou vocês criam lutas melhores e acendem as luzes, ou assumem que elas não são tão boas e nos deixa enxerga-las. Por favor.

Enfim, aqui tivemos um piloto de verdade, onde situamos cada um dos personagens, tanto os antigos quanto os novos, mostramos o que cada um realmente sente e deseja. Demos, também, um passo importante para o desenvolvimento do roteiro à medida que Frank passa a investigar quem está atrás dele.

Algo que gostaria de abordar, é que, apesar de estarmos falando de uma série baseada em um quadrinho de anti-herói, conseguimos ver claramente que cada série tem o seu tema principal. Quando assistimos punho de ferro, vemos uma série sobre Kung Fu, quando assistimos Jessica Jones vemos uma série de investigação. Agora quando estamos diante de The Punisher, assistimos uma série de conspiração e antiterrorismo.  Ou seja, independentemente de se tratar de um super herói ou não, você só vai se identificar com a série se estiver em sintonia com a sua temática, não adiantando de nada assistir o Justiceiro se nunca gostou de séries como Homeland ou The Blacklist, por exemplo.
Em resumo, o episódio começou a juntar as pontas para uma temporada coesa, jogou nossa agente no centro de tudo quando seu chefe foi morto e trouxe um ex-grande amigo de Frank para história junto com ela. A aproximação também foi feita entre David Lieberman e Castle, quando o segundo resolveu fazer uma visitinha à esposa de David. Por sinal, tenho uma impressão que os dois trabalharam juntos durante a temporada, aliás, do que seria uma série de conspiração sem o seu devido Hacker, não é mesmo?

Agora me digam se não está muito mais fácil para confiar no Lieberman do que no Billy Russo. Sempre confiei mais em ex-agentes com mania de perseguição do que naqueles que se deram bem na vida. O que vocês acham?
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