Lindo! O último episódio da temporada não poderia render outro
adjetivo. Eu sabia que tinha algo de anormal na calma da Ally ao se juntar ao
culto, eu esperava que o plano ninja dela se resumisse a arranjar uma maneira
de decepar a cabeça do Kai e mudar de nome, sumir no mapa, mas ESSA saída? É
claro que alguém mais inteligente já pensou nisso, mas a cena do babaca do Kai
sendo levado arrastado igual a um cachorro... Demais! É como Beverly define a
atitude de Ally: “é de você que eles deveriam ter medo”. Medo reforçado pela
postura contida diante da perda “incomensurável” da esposa.
A história muitas vezes nos mostra que de grandes tragédias,
nascem grandes feitos. Tomemos como exemplo a Primeira Guerra Mundial, foi a
partir dela que a ONU nasceu e até hoje intervém em questões humanitárias no
globo. Bom, se de uma guerra nasceu tudo isso, imagine o que não poderia nascer
de um episódio de sobrevivência à um Culto? Uma candidatura ao Senado federal,
para representar as mulheres oprimidas, é lógico! Ally não perdeu tempo em
nenhum setor de sua vida. Melhor dizendo, a senadora Ally não perdeu tempo.
Se essa temporada foi sobre feminismo de verdade? Creio que sim,
afinal de contas vimos que mulheres podem superar suas fobias, superar relacionamentos
conturbados, criar um filho sozinha ou com uma companheira, serem âncoras de
jornais, apoiar seus irmãos, não importa o quanto custe.
Kai Anderson, um machista doente, frustrado e perdedor que todos pensaram ser o protagonista da série foi, na verdade, um coadjuvante cuja participação terminou com um simples “pop”, Beverly deu sua volta por cima. As mulheres venceram, mas a que preço? A última cena com Ozzy e Ally deixa em dúvida qual o preço que um humano tem que pagar para ascender ao poder. Ser um líder, servir de inspiração? Não sei, só sei que Kai Anderson nunca mais!
Kai Anderson, um machista doente, frustrado e perdedor que todos pensaram ser o protagonista da série foi, na verdade, um coadjuvante cuja participação terminou com um simples “pop”, Beverly deu sua volta por cima. As mulheres venceram, mas a que preço? A última cena com Ozzy e Ally deixa em dúvida qual o preço que um humano tem que pagar para ascender ao poder. Ser um líder, servir de inspiração? Não sei, só sei que Kai Anderson nunca mais!