American Horror Story Cult - 7x10 - Charles (Manson) in charge

Por Ana Silvia Soeiro

16 de novembro de 2017

Este episódio tem como início, mais uma vez, o panorama político nos EUA, algo que eu pouco falei em minhas reviews pois não sou cientista política, além de é claro estar ainda em choque por ter um cara desses na Casa Branca enquanto Designated Survivor tem um Jack Bauer! Ok, preferências e coerência política à parte, Kai mostra desde cedo seu comportamento destrutivo e repulsivo que NÃO teve como gatilho a eleição de Trump, e sim o fato puro e simples de ele ser um psicopata.

Um psicopata que teve ajuda de uma terapeuta mais atrapalhada que as chamadas da “Sessão da Tarde”. Sim, este episódio mostra que para que uma desgraça aconteça, ao contrário do que muitos pensam ser exclusividade da ficção, basta que alguns malucos sigam outro maluco e temos um pano de fundo digno de uma peça Shakespeariana, diga-se de passagem: o assassinato de um arquiduque austríaco ou um maluco com lábia boa que convence uma nação inteira que seus vizinhos não prestam porque acreditam em Javé. Familiar?

American Horror Story é familiar, e na minha opinião é sim uma das temporadas mais aterrorizantes, pois o pano de fundo é absolutamente cheio de verdades e tapas na cara.
 
Kai conta aos seus minions as histórias mais bacanas que ele conhece: aonde seus ídolos psicopatas falharam: eles confiaram demais. E se você é um megalomaníaco com planos de chegar à Casa Branca, não pode confiar em ninguém. Se não confiou em seu irmão mais velho, porque raios haveria de confiar na mais nova?

Até aqui tenho falado bastante sobre Kai, mas é Ally quem assume o controle quando a maioria das coisas parece ir pelos ares. Eu me perguntava o que uma mãe estaria disposta a fazer por seu filho, bom, no próximo episódio Ally vai me mostrar.
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