This Is Us – 2×03 – Déjà Vu

Por Janaína Guaraná

13 de outubro de 2017

A vida segue uma constante aqui, superarmos todos aqueles receios e medos que guardamos no lugar mais obscuro da nossa alma. Como se cada caminho nos levasse a encarar nosso maior desafio, This Is Us, fala disso. 

É encarar o medo de ver o seu casamento por um fio, e ainda assim, tentar, mesmo que de forma desajeitada lembrar o motivo de estar com medo. É descobrir que não somos suficientes, que às vezes, não bastamos. E ter vergonha, de ser quem se é, porque queremos ser o melhor para quem amamos, é descobrir que mesmo aquele antes, também faz parte da sua história, não importa o quão difícil seja relembra-lo. É acima de tudo tentar e descobrir que ainda há esperança, ainda cabe o: juntos. 

No caminho, encontramos pessoas que deixam um pouco delas em nós e leva um pouco de nós com elas, mãe e pai, irmãos, avós, tios, amigos, amores e a poesia não tem fim, sempre nos esbarramos com alguém que algum jeito nos inspira. E quando chega a hora, podemos usar esses pedacinhos inspiradores que ficaram em nós, com um conselho, um abraço, secar uma lágrima, ou iluminar um sorriso. Daqueles que se foram e daqueles que estão por vir, as rimas, que terminam o poema que estamos escrevendo em nós.

Pegar uma história solta, que corre em paralelo com a aventura de estar vivendo os dias como se fossem únicos, e mostrar que a vida não devia ser tão dura assim, é uma forma de acreditar. Só quem acredita vence as barreiras invisíveis que colocam aí para a gente, vence as energias ruins que nos mandam, e conquista um coração puro, mas que só conhece a maldade da vida. Por mais errante que aquele furacão fosse, ele era o porto seguro, e mesmo sendo furacão, sempre voltava. Voltar também pode ser tudo que uma pessoa pode fazer. 

Dos laços mais fortes que temos, os pais e irmãos, foram eles que fizeram. É impossível ser quem somos, sem a influência diária dessas pessoas. Dos joelhos ralados às broncas, dos segredos aos conselhos. Chega um dia, que somos confrontados, como se a vida armasse tudo, somos colocados frente a frente com algo que é muito importante para quem é ou foi importante para a gente. É nesses momentos que a vida se define, não nas presenças, mas nas faltas. É nas faltas que você percebe por quem você daria tudo para dividir esse momento. É por quem você desistiria da mágica de estar vivo, para que ele aproveitasse o momento que você vive. E se isso não é amor, eu não sei do que vocês falam.
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