Netflix and Chill – Suburra – Blood On Rome

Por Alvaro Luiz Matos

8 de outubro de 2017

Nossa coluna favorita está aqui essa semana para falar da mais nova série da Netflix sobre a máfia italiana. Sabemos que relaxar é ter algo que nos prende para assistir ou escutar, ter uma boa conversa, uma boa cerveja ou um suco gelado (afinal, olha o calor chegando), é ter um momento em que o tempo voa, passa sem se perceber.

Durante muito tempo eu acreditei que série boa eram somente as séries que te faziam pensar, ou te prendiam em algum roteiro bem costurado, algum suspense ou uma expectativa; mas não é bem assim. Uma série boa pode ser tudo isso, mas também da para ser leve, episódica e descompromissada. Uma série na qual você consegue colocar ali, esquecer do mundo e esvaziar a mente sem que ela te irrite ou sem precisar te cansar. 

Sempre ouço várias perguntas como:

É da Netflix e toda série da Netflix é boa, não é isso? Mas Suburra é qual tipo de série? O que devemos esperar dela?

Não, nem toda série da Netflix é boa, nem todas são espetaculares, algumas são pedantes, outras são vazias, algumas de nicho, outras popularecas. A Netflix se importa com a abrangência do seu catálogo e não só com o “excepcional”. Já Suburra, bem, falarei dela a seguir.

Antes de começar me deixe fazer um comentário rápido. O subtítulo da série me lembrou muito a “Spartacus” não saberia dizer porque, mas “Blood On Rome” me remete automaticamente de “Blood and Sand” e por mais absurdo que isso pareça, logo as primeiras cenas me levaram a essa relação novamente. Ou Roma é a capital mundial das orgias, ou estou maluco.

Enfim, se estamos acostumados com séries que começam de forma lenta e vão crescendo, aqui o ritmo é exageradamente alucinante. Você vê muita coisa acontecendo e acaba por não entender muita coisa, muitos cortes, muitos núcleos diferentes, muitos personagens e você se perde no quem é quem. Uma zona eu diria.

Mas tudo se encaixa e a premiere termina de uma forma positiva, existe uma conversão entre os três jovens personagens da série, deixando tudo muito mais interessante e nos prendendo ao que antes parecia sem nexo.
Vale lembrar que geralmente escrevo com base no primeiro episódio, mas me instiguei e fiquei em dúvidas se realmente deveria elogiar ou criticar a série. Portanto resolvi assistir o segundo e... Bem, vamos lá.

A bagunça ainda está ali presente, mas já sabemos quem é quem. Digamos que é uma bagunça organizada e que corre atrás do próprio rabo, por exemplo, todos acabam de alguma maneira estando interligados. A série gira em círculos e parece que em algum momento esse cerco se fechará e terminará em uma explosão enorme.

Existem dois arcos maiores, o do tráfico e o da política. O primeiro é imensamente mais interessante, já que ocupa mais tempo de tela e foi mais bem desenvolvido. O segundo é com toda a certeza o que dará a tônica da série, parece estar ali por trás das cortinas, mas é ele que fará com que a série evolua como um todo.

Recomendo que procurem assistir para sair do lugar comum, ver algo diferente, uma visão de televisão diferente. Câmeras, lentes, trilha sonora, roteiro e atuação, tudo tem um tom ligeiramente particular, portanto bora arriscar e se divertir.

Até a próxima semana.
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