Netflix and Chill – Mindhunter

Por Alvaro Luiz Matos

15 de outubro de 2017

Se você ainda não conhece nossa coluna semanal e está caindo aqui de paraquedas, Netflix And Chill seleciona um dos lançamentos da semana do nosso streaming favorito e apresenta a você espectador as nossas impressões daquela atração. A ideia é facilitar com que você saia de enrascadas ao perder seu precioso tempo com algo que não vai te agradar, seja mostrando o abismo ou te tirando dele, seja te mostrando o caminho para boas séries, filmes e outros.

Nessa semana a atração escolhida é a série Mindhunter, uma série que é exatamente tudo o que eu não esperava, se isso é bom ou ruim? Veremos.

O que eu esperava? Bem, uma série que iria atrás de mentes doentias, um serial killer por temporada, quem sabe por episódio, ou alguma coisa estilo “The Following” só que bem feita. Aquela perseguição, um pouco de suspense, novas mortes e coisas do tipo, mas não foi isso que o piloto entregou.

Pelo menos não foi isso que o piloto apresentou. O piloto tratou de estabelecer o personagem principal, o início de uma nova visão para um analista de comportamento tentando explicar as ações doentias de criminosos. Sua namorada, seu parceiro, o caso que o colocou nessa posição, aprendizados sobre filosofia, a desconfiança e o deboche de muitos. Para só no finalzinho mostrar um caso que poderia vir a ser desvendado por ele.
Acontece que se parássemos no primeiro episódio não saberíamos o que realmente a série quer, portanto assistir ao segundo se tornou obrigação para essa coluna (o que vem se tornando frequente e dificultando minha vida, kkk).

Veja bem, não que eu tenha entendido a sinopse errada, ou as promos de outra forma, na verdade eu estou me arriscando mais e esperando menos. Ou seja, não pesquisei sobre a série para entender do que se trata, apenas vi ótimos nomes e referências ligadas à produção e resolvi ir em frente. 

Já o segundo episódio me fez ter outra perspectiva sobre a série, algo mais psicológico, mais “InTreatment”, como se cada entrevista fosse uma sessão com um psicólogo, tentamos entender cada personagem e no final me pareceu que estava tendo uma aula de cinema, como criar perfis e personagens, o que analisar a cada indivíduo.

Se antes eu procurava uma série de caso atrás de um serial killer, algo corrido, com perseguição e suspense, agora aceito o suspense das respostas, algo mais True Dectetive em sua primeira temporada, mais focada no diálogo e nas descobertas. Algo que me prendeu e me fez acreditar no potencial da série.

Em resumo, você precisa abrir o peito e ir firme, a narrativa é muito mais lenta do que muitos aceitam, mas a qualidade dos diálogos é superior à muita série fácil por aí.

A dica dessa semana com toda certeza é “assista Mindhunter” que seu tempo não será desperdiçado.

Até a próxima semana.
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