Grey's Anatomy - 14x5 - Danger Zone

Por Rozany Adriany

30 de outubro de 2017


O episódio dessa semana é daqueles episódios que você pode assistir aleatoriamente que não irá interferir na história em si, apesar de ter acarretado algumas decisões importantes no final dele. O episódio focou na trajetória de Megan desde que estava no exército com Owen, Teddy e Riggs, até o momento atual após ser liberada do hospital. 

O aparecimento de Megan, ao meu ver, foi apenas um meio de dar um encerramento a uma história que Owen carregava consigo como um fantasma, por assim dizer. O personagem viveu uma década se martirizando pelo sumiço de sua irmã, por nunca ter descoberto o que realmente tinha acontecido com ela, e após seu reaparecimento, dá para entender quão difícil deve ser vê-la indo morar longe dele. Mas, não é todo dia que a gente tem uma segunda oportunidade na vida e o que são alguns quilômetros se comparados à certeza de que aquela pessoa a quem tanto amamos e quem a gente achava que tinha perdido, está bem e feliz? 

Owen e Megan tinham muito o que desabafar um para o outro, ás vezes ser o irmão mais velho e protetor é algo sufocante, ainda mais quando se é cabeça dura, não é mesmo? O que eu vi em Owen foi um irmão com medo de abrir espaço para que sua irmã vivesse o que acalentava seu coração, não por querer vê-la mal, mas pelo simples desejo de tê-la perto, de não conseguir perdê-la outra vez. Ele não fez do jeito certo, ele não disse as coisas da melhor maneira e sim, pareceu egoísta e superprotetor em vários momentos, mas nessa história há trauma em ambos os lados e não é nada fácil lidar com tantos sentimentos conflitantes.

 

O episódio foi uma espécie de despedida também à Riggs que, como todos já sabíamos, deixou seu emprego para mudar-se e viver com Megan e Farouk. Não é como se perdêssemos um personagem tão essencial assim, nunca fui tão fã do personagem desde sua chegada (e sim, quem me conhece sabe que isso é 99% porque ele não é Derek Shepherd), mas também não posso deixar de comentar quão importante ele foi para Meredith. Eu enxergo Mer, Riggs e seu envolvimento amoroso como um tipo de ponte. Riggs foi importante para que Meredith percebesse que, mesmo ninguém substituindo o espaço que Derek ocupa em seu coração, em sua vida, em sua história, ela é sim capaz de amar outra vez, de se envolver e ser feliz, porque se tem alguém merecedora de tudo isso é ela. Riggs foi essa ponte que a levou a superar o luto em seu tempo, de maneira natural, sem necessariamente esquecer quem ela perdeu. E é simplesmente lindo vê-la crescer e amadurecer também nisso.

Por fim, quem melhor para abrir os olhos de Owen quanto à sua visão de mundo e suas escolhas. Owen precisava ouvir quão importante é mudar certos ideais visando nossa própria felicidade, afinal, de que adianta acreditar tão cegamente em algo que só nos causa dor e sofrimento? E eu, sinceramente, apenas espero que após o término de mais um relacionamento, o personagem agora olhe para dentro de si e busque sua própria felicidade. Porque, apesar do que muitos falam ao critica-lo, Owen é muito amorzinho.

É isso, gente! Até a próxima.
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