The Voice Brasil - S06E01 - Season Premiere

Por Alvaro Luiz Matos

22 de setembro de 2017

Voltando as origens resolvi fazer minhas primeiras impressões desse retorno do The Voice Brasil. Juro me esforçar e me manter até o último episódio, mas empolgação? Não é bem isso que veremos por aqui.

Mais do mesmo todos os anos, o The Voice retorna tentando empolgar nas histórias dos concorrentes (falaremos disso com calma) e pouco se importando em realmente descobrir uma voz incrível ou um artista que finalmente faça sucesso.

A impressão que fica é que a direção coloca tanta gente ruim para cantar no palco que quando alguém melhorzinho canta os técnicos se arrepiam. Afinal, esse negócio de mostrar o braço está mais batido que o joguinho de disputa “falsianico” de “eu não vou ensinar, eu vou aprender com você”. Ninguém merece né Ivete.
Apesar da teatralização das disputas eu acho interessantíssimo quando é dado o espaço para histórias de amor entre pessoas do mesmo gênero, ou quando se conta uma história sobre uma cantora refugiada de guerra que faz da música uma forma de superação. Mas no fundo tenho a impressão que a produção só se utiliza disso para ganhar público ou para parecer legal. Queria a opinião de vocês sobre isso e agradeço desde já os comentários.

Pois bem, vamos ao que mais me interessou:

Carol Biazin – Gosto desse timbre, essa voz embargada, mais “rouca”, firme; também gosto desse country americano, que tem uma batidinha de rock dos anos 80, sem falar que essa vibe “indie” e “folk”, que costumo chamar de “Flesh”, música nova e fresca. Talento a menina tem, é jovem, tem personalidade e o que mais me importa: tem canções autorais.
Day Nunes – Se dois meses atrás me perguntassem o que eu chamo de “novo” eu diria que o indie e o folk representam essa vibe do que eu considero "uma nova geração", mas hoje? Depois que (com atraso) conheci a banda Braza (embora sempre tenha ouvido Forfun), e percebi que essa pegada de Reggae e Rap mostra muito de uma geração que pode e tem tudo para dizer o que pensa, viver intensamente e mostrar a que veio; passei então a me mergulhar nesse gênero musical. Portanto, Day é tão nova e fresca quando a Carol, diferente, mas é juntando diferenças que nos fazemos únicos.

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Só pra finalizar, eu amei, os quatros técnico cantando Sebastiana, foi diferente, original e muito pra cima. Fica o meu elogio à escolha e a interpretação, e fica ainda mais o elogio ao Teló, que em meio a tanta fera foi o que melhor se apresentou.
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