Primeiras Impressões: American Horror Story Cult

Por Ana Silvia Soeiro

28 de setembro de 2017



American Horror Story (AHS) é uma de minhas séries preferidas e eu fico sempre com uma baita expectativa quanto ao seu lançamento, porém confesso que essas últimas temporadas com a Lady Gaga substituindo uma estrela do calibre e qualidade de Jessica Lange foram, no mínimo, “broxantes”, eu ri junto com o Leonardo DiCaprio quando ela recebeu aquele Globo de Ouro. Graças aos deuses do horror que a série não é só ela!

Esta sétima temporada começou super empolgante! Vemos no primeiro episódio o quanto o mundo ficou horrorizado com a vitória de Donald Trump nas eleições americanas, afinal de contas, nunca se falou tanto em liberdade de expressão, amor livre e agora a maior potência mundial tem um presidente “daqueles”? Confesso que fiquei horrorizada, mas a protagonista Allyson, esposa de Ivy, ficou ainda mais! Sim, essa temporada vai falar sobre cultos ou seitas, mas, neste primeiro episódio, caímos de cara nos medos de Ally. Profundamente perturbada por suas fobias extremas, como o medo de palhaços; ela busca na terapia uma cura que, desde a noite da eleição, parece impossível de chegar. Ainda mais depois que um grupo de palhaços começa a persegui-la, e o pior: só ela parece ser capaz de vê-los. E agora?

No segundo episódio, somos “presenteados” com a surpresa de que Kai Anderson pretende concorrer a uma vaga no conselho da cidade, se aproveitando da fama de ser um “inocente” brutalmente espancado por latinos. Tensão inter-racial para todo lado neste episódio! Enquanto isso, a nova babá do filho de Ivy e Ally, Winter, tenta a todo custo tornar Oz insensível aos seus medos e aos horrores que os cercam. Um apagão toma conta da cidade e, contra sua vontade, Ally fica sozinha com o filho, recebendo dos “adoráveis” vizinhos apenas uma vela. Então, as fobias dela entram em cena: os palhaços assassinos aparecem para aterrorizá-la e Ally corre por sua vida e, para proteger o filho, usa uma arma para tentar escapar de casa, infelizmente um inocente acaba pagando com a vida por termos mais uma pessoa desequilibrada com uma arma.
No terceiro episódio, graças à ação impensada de Ally, sim, apesar de tudo que está passando eu a culpo por adquirir uma arma e por não fazer uso da medicação prescrita e faltar às sessões com o terapeuta. Enfim, graças à morte de Pedro, inúmeros manifestantes agora estão protestando em frente ao restaurante de Ally e Ivy e quem aparece para salvar a primeira? O gentil Kai Anderson. 

A briga com os vizinhos parece terminar quando Oz ganhou deles um porquinho da índia, mas só parece, pois Ally teve uma discussão horrível com os dois e para agradar o filho acabou aceitando o presente em um agradável jantar em família que terminou com a chegada em casa e a cena do porquinho da índia morto em um micro-ondas. 

Ally vai confrontar os vizinhos, mas os dois alegam inocência e finalmente Ivy perde o pouco de paciência que tinha, cobrando mais lucidez da esposa. A discussão não termina nada bem, pois um vídeo íntimo entre Ally e Winter acaba vazando fazendo com que Ivy comece a sair de casa, eu digo comece, pois somos interrompidos pelo desaparecimento da vizinha Meadow e pela prisão do marido Harrison que culpa Ally por tudo. A tensão está no ar, agora mais do que nunca.
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