Narcos - 3x10 - Going Back to Cali (Season Finale)

Por Ana Silvia Soeiro

3 de setembro de 2017



Chegamos ao último episódio da temporada com a certeza de que a alcunha “Cavalheiros de Cali” não foi atribuída por acaso, mesmo depois do massacre e apesar de Chepe ter se entregado de maneira mais “simples”, Pacho nunca foi um homem simples e na hora de entregar as armas ao General Serrano, ele não poderia estar mais cavalheiresco. Preparados para sentir saudades?

Boas maneiras à parte, Peña trata de esfregar logo na nossa cara que toda essa prisão e circo midiático não passam disso: circo e da pior espécie. Ninguém estava pagando nada por seus crimes, essa barganha já estava paga há muito tempo e Gilberto faz um brinde com uma bebida que nem eu poderia ter escolhido melhor. Um brinde à corrupção, impunidade e ao “eu te avisei Peña”!


Peña é realmente uma peça rara, eu achei que este episódio só serviria para mostrar os rostos sorridentes e satisfeitos dos chefões reassumindo seu papel como provedores de 80% do tráfico internacional de cocaína do mundo, mas nosso Javier tem um plano, ou melhor, tem uma pessoa que lhe interessa: o contador do cartel. Ah Peña, eu já deveria estar vacinada contra suas ideias, mas o que custa acreditar?

Um pouco de fé não mata ninguém e Jorge e Peña me recompensam e muito. O plano para capturar o contador do cartel de Cali, Pallomari, dá resultado, apesar de tudo. Suspense sempre! Agora, só falta leva-lo aos Estados Unidos! Peña consegue.
O processo contra o cartel de Cali tem início e Pallomari dá seu testemunho como “chefe” da contabilidade em tribunais de Miami e Nova York, seu testemunho ajudou a mostrar a verdade sobre o governo da Colômbia e suas operações escusas. O que o presidente disse? Ué, desde Cali até hoje presidentes não sabem de nada e delatores só dizem coisas grotescas e falsas, não é? Bem, o dano está feito. Haverá justiça? Para o pessoal de Cali sim, para o presidente? Não. Parece familiar para você? Preciso dizer que só o Peña ficou genuinamente surpreso por corruptos continuarem no poder ou em outros países, elegíveis? Pois é.

Para o azar de muita gente, Peña não é um homem de “pois é”, ele precisou tomar uma decisão fulcral para sua carreira e estava disposto a pagar o preço. A Colômbia reagiu quando soube que seu presidente custou apenas o perdão de quatro cavalheiros. Quando soube que era chamada de narco-democracia, o resultado: Peña foi tido como “persona non grata” pelo povo e foi convidado a se retirar do país.

Cada um teve seu destino mostrado, ao contrário do quadro que pintava, para a alegria de todos, Gilberto e Miguel não foram curtir seus bilhões. Chepe e Pacho sequer tiveram a chance de aspirar a isso. Quanto a Peña? Que tal o México? Assunto para a próxima temporada! Libera logo, Netflix!
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