Narcos - 3x03 - Follow the Money

Por Ana Silvia Soeiro

2 de setembro de 2017



Narcos é feita de números, e de números espantosos. Este episódio começa com 320 milhões de motivos para assisti-lo, então vamos! Vamos seguir a trilha de dinheiro deixada pelas operações bilionárias do Cartel e ver se a ideia simples de Peña dá resultados: encontre a origem do dinheiro sujo, conecte tudo com a ajuda de dois agentes que aparentemente nunca foram a campo e fira o cartel onde realmente dói: dinheiro.

Peña não tem comido o pão que o diabo amassou à toa, minha gente. Ele conseguiu descobrir quem representava o principal responsável pela lavagem de dinheiro do Cartel, graças à sua genialidade e à uma falha no sistema de um dos bancos, tudo foi descoberto e agora ele pode passar a informação a outro importante aliado: a imprensa, mais especificamente, Carolina. 

A rendição do Cartel com imunidade total segue a todo vapor, papéis são trocados, valores são dados, advogados são consultados e Miguel tem razão em um ponto: pelo preço da negociação, quem pode chamá-los de bandidos? Mas, para as pessoas que vivem a Cali de verdade, eles são tudo de pior, eles representam a destruição de sua cidade nas palavras de um policial e possível aliado dos agentes da DEA. Eles são sim bandidos.

Os agentes ao comando de Peña conseguem, com a ajuda da polícia, uma dica sobre uma empresa de fachada operada pelo Cartel, e munidos de um mandado de busca, a polícia e os agentes criam um pesadelo para o chefe de segurança que tenta, em vão, avisar ao contador que está contando as cifras para organizar o passe mágico de liberdade do cartel. Tensão no ar, meus amigos!

Milhares de documentos foram encontrados, uma mina de ouro para a DEA, mas não podem sair de Cali e pior: os agentes de Peña precisam voltar para Bogotá e aguardar o processamento dos arquivos e a “colaboração” de qualquer informação da polícia encontrada ali com os mesmos. Ah tá! Enquanto isso, Pacho questiona se depois de criar seu lugar no mundo é realmente capaz de deixa-lo, não seria covardia?
Falando em dualidade, Peña descobre mais uma faceta maligna da suposta guerra contra o narcotráfico: enquanto tentam arrecadar fundos para financiar a instalação e continuação de forças de paz, ajuda militar e mais “bullshit”, o que o governo americano quer na verdade é fechar o acordo com os traficantes e lhes dar os seis meses para entregar tudo. Ah, eu já disse isso na primeira resenha, mas o custo? Uma visita na selva guiada pelo herói que matou Escobar, um barbudo que ninguém conhece de verdade (Stechner) mas sabe que é da CIA, um capitão-fuzileiro que luta contra o mal e a verdade: o massacre de camponeses com armas sofisticadas, uma encenação do tipo “engana gringo” mas com qual propósito verdadeiro? Dinheiro, ora!

Estamos no terceiro episódio e Peña já quer me matar do coração, primeiro coloca dois “garotos” numa selva para descobrir qualquer coisa que “conecte algo”, depois vai para a selva e descobre algo e pra finalizar pergunta a um policial honesto: “quer prender Gilberto Rodríguez?” 

O que vocês acham? Vamos para o próximo episódio!
Comentário(s)
0 Comentário(s)