Narcos - 3x02 - The Cali KGB

Por Ana Silvia Soeiro

2 de setembro de 2017



Precisamos falar sobre Pacho. Ok, o cara é um bandido da pior espécie existente na face da terra, uma abominação que, na minha opinião, só se compara à relação de Jaime e Cersei Lannister - se você é O diferentão e não assiste Game of Thrones, pergunte aos seus amigos o que os dois são, note apenas que eles possuem o mesmo sobrenome. - Voltando à Pacho Herrera, chefe de distribuição e segurança do Cartel de Cali, em uma época e em um local específico para machos Alpha (aqueles que tomam tequila sem sal e limão, de um só gole ainda), um homossexual assumido é bem “inusitado”, e desde o primeiro episódio o mesmo deixa bem claro que não haverá dúvidas nem biombos escondendo sua preferência. Impressionante e assustador. Assustador para aqueles que pensam que podem subestimá-lo. 

Peña tem uma reunião com o alto comando militar da Colômbia, que deixa bem claro que operações às escondidas não serão toleradas de nenhuma forma atualmente e um encontro com um antigo parceiro de operações faz com que o fantasma do massacre promovido por “Los Pepes” para pegar Escobar volte para assombrá-lo. Além de tudo, Peña precisa aceitar que a fama que ganhou com a morte do Patrón de Medellín é tudo que lhe resta, e que não pode nem ajudar os agentes que tentam parar as operações de Cali. Não pode mandar equipes para a área, nem responder a verdade para os subalternos que o questionam sobre o que irão fazer sobre tamanha ousadia.

Carolina, uma repórter, começa a fazer perguntas sobre um vazamento de gás que, de acordo com o governo, foi acidental, mas um tanque de gás abandonado só desperta ainda mais a curiosidade da mesma. Nada acontece por acaso em Cali, e como isso é verdade, Gilberto recebe informações que o acordo feito com o governo para parar as operações de drogas pode sim ser prejudicado com o “acidente” com vítimas causado pelo vazamento de gás. Agora, para não estragar o futuro da operação, Chepe, Gilberto e, é claro, todos do cartel devem resolver os problemas de maneira calma, isto é, zero violência. 
Nosso agente está ouvindo “patadas” de todos os lados e a última do episódio é a de Carolina que o relembra quem é o verdadeiro causador do acidente, e o pior, dos mortos, das crianças. Violência mais uma vez. Chantagem mais uma vez. Tudo de ruim mais uma vez. Pelo menos a tragédia fez Peña tomar uma importante decisão.

Para finalizar este episódio, aí vai uma pérola de sabedoria dos Narcos: “Amadurecer é aceitar também as coisas que não gostamos”. Infelizmente, conselhos no mundo deles vale tanto quanto no nosso e a promessa de zero violência é quebrada pelo preço de 300 barris de éter, além, é claro, de uma hidratação capilar.
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