Suits - 7x06 - Home to Roost

Por Janaína Guaraná

19 de agosto de 2017

Estamos acompanhando o desenvolvimento de um novo formato da série aclamada pela crítica e pelos fãs. Esse novo formato teve início na sétima temporada com a saída de um dos personagens principais, entendemos a necessidade de inovar, porém, devemos ter em mente que a série é um drama jurídico, e que nesse início de temporada tem sido tudo, menos um drama jurídico. Episódio após episódio, vamos acompanhando a vida pessoal dos personagens, e como o pessoal sempre respinga no profissional, entendemos. Que inclusive acarreta em crescimento profissional tanto quanto pessoal e felizmente temos visto isso. Mas, me pergunto em que hora iremos ver os personagens no tribunal. 

É privilégio de poucos, deixar quantias absurdas de dinheiro passar por algo que acreditamos. Todos tentamos levar a vida de forma digna, mas estamos inseridos num meio que não permite hesitações. Mike, devia perceber que, ser um advogado ético, moral (coisas que ele faz questão de sublinhar sempre) vai muito além de assumir casos pro bono. E é mais avassalador, quando envolvemos pessoas que não querem mentir por nós. E Suits tem dessas voltas; passam muito tempo desenvolvendo algo, para no fim voltar ao começo com alguém estragando tudo, ou simplesmente acabando com uma jogada de mestre. 

Se tem alguém que vem demonstrando que errar e se redimir, são coisas que fazem parte da vida, é o Louis. E o mais importante é saber que errar, não te faz a pior pessoa do mundo, mas continuar martelando e agindo da mesma forma, te faz um tolo. Finalmente, resolveram investir no advogado que o personagem é, e deixar as excentricidades como pano de fundo de um advogado inteligente. 

Passamos muito tempo acompanhando um cara que não tinha vida pessoal e agora vive para a vida pessoal. Quando vamos vê-lo descobrindo que trouxe um cara com passado duvidoso para a firma e que deixou o seu protegido para apoia-lo. Porque obviamente tem agido como um fantasma que ver viver entre dois mundos e não aproveita o bom de nenhum, mas, é o Harvey que parece não saber lidar com a vida pessoal e a profissional, aparentemente, se uma existe a outra não pode existir. 

Torço para que os problemas pessoais possam ser apenas a parte corriqueira do enredo de um time de advogados que compõe a maior firma de direito de NY.
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