Netflix and Chill - Especial De Ano Todo

Por Alvaro Luiz Matos

6 de agosto de 2017

Tirei algumas semaninhas de férias, mas cá estamos nós novamente com a nossa coluna semanal de estreias da Netflix. Queria eu tirar mais algumas semanas de férias? Queria, claramente, mas a Netflix me lança um especial da Clarice Falcão, a musa “indie” da atualidade, que me senti forçado a assistir e comentar, deixando minhas férias merecidas de lado.

Netflix and Chill é quase que um contrato de risco, se no catálogo tem milhares de opções, não espere que todas te agradem. Apertar play é uma aposta, é como aquele encontro que tinha tudo para ser bom e que no fim da noite você volta para casa com um gosto amargo, com uma sensação esquisita de que o lugar estava abafado demais, a comida fria demais e seu encontro não era assim tão especial. Pois é...

MEU DEUS, PORQUEEEE MEU DEUS. Espero muito que nossos leitores não sejam tão fãs dela, porque é chato hein, é chato, é muito chato. O show é caricato demais, muito bobo, a Clarice Falcão passa o tempo todo explicando as piadas, ou aquilo que parece piada e não te faz rir.

Ela escreve bem sim, as canções até que encaixam, enquanto ela está cantando você até não percebe que é chato, mas acaba sendo indiferente, porque também não chega a ser bom, você não se perde de rir, muitas vezes a piada se estende mais do que deveria e o que estava legal fica chato.

É de todo mal? É horroroso? Não, não mesmo, mas ela fazendo comédia não é bem o que eu entendo por engraçado, embora muitas vezes seja inteligente. Acho que como intérprete e compositora, nossa linda Clarice (e coloca linda nisso, adoro essa carinha fofa que ela tem), demonstra muito mais talento.

Sério, me sinto mal de dizer que é ruim, de escrever um texto dizendo que é chato. Claramente o artista se esforça, escreve, e faz algo que considera interessante e vem um crítico, que talvez (Claro ou com toda certeza) não tem nem um terço do talento daquele artista, dizer que é chato. Reconheço o texto, reconheço que muita coisa tinha tudo para ser bom, mas o “tempo de comédia” não é o adequado, não pra mim.

Enfim, essa é a proposta da coluna, sair do lugar comum, arriscar, sendo bom ou ruim. Já você, fica a dica, se não quiser arriscar não precisa. 

Abraços
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