Lista em Foco : os 5 melhores filmes dos anos 90

Por Janaína Guaraná

21 de agosto de 2017




O pessoal aqui do site definitivamente não tem vida pessoal e conseguem opinar em tudo o que vocês puderem pensar, que envolva, televisão, pipoca e coberta quentinha. Dessa vez, votamos nos melhores filmes dos anos 90, aqueles clássicos da sessão da tarde, quando a nossa maior preocupação era ganhar uma caixa de lápis de cor de 36 cores. Os favoritos da galera, são: 



 1 – Matilda é o filme clássico da nossa infância que resume quase todas as prováveis utopias de uma ficção. Uma garotinha prodígio, mirrada e que sofria bulling na escola e em casa, descobre que tem poderes mágicos e agora pode se vingar de todo mundo? Era realmente incrível! 

O filme foi um marco para uma geração que se viu representada, ao colocar em protagonismo tantas minorias: uma nerd sardenta e viciada em leitura como protagonista, uma negra como sua amiga, assim como uma professora empoderada que enfrenta a tia tirana. Além disso, Matilda tem várias cenas que marcaram história como a da menina sendo arremessada da sala pelas tranças e claro, a do gordinho comendo o bolo de chocolate até passar mal. (Por: Bruna Horta)

E não apenas de cenas e personagens marcantes vive o filme. O roteiro consegue englobar a visão de mundo das crianças, de uma forma super lúdica e divertida, e ainda consegue fazer os adultos refletirem sobre algumas situações abordadas: uma família que só pensa no dinheiro e não dá atenção aos filhos, a importância da escola na vida de uma criança e claro, a falta de qualidade e profundidade nos programas de Tv. Escrito em 1996 e super pertinente mais de 20 anos depois. Que obra prima! 




2 – Titanic é aquele filme que você pode assistir mil vezes que você vai chorar mil e um. E mesmo o filme sendo de 1997, é uma produção que nunca perde a intensidade e toda a aclamação dos fãs, e é por isso que ele está nesta lista.

O drama catastrófico conta, principalmente, a história de amor poética de Jack e Rose; ele, um artista pobre viajando clandestinamente na terceira classe do navio; ela, uma jovem rica, noiva de um arrogante herdeiro de uma siderúrgica, viajando na primeira classe com seus pais. A vida dos dois se cruza no renomado navio Titanic, e é nele que eles vivem um rápido, mas intenso amor.

Um amor desses que deixa a gente na frente da TV, suspirando e torcendo para que tenha o tão esperado final feliz, mas aqui temos um final trágico e doloroso, que nos faz derramar rios de lágrimas, parecendo até que perdemos o nosso próprio amor. Eu, como a boba romântica e sentimental que sou, jamais vou superar a morte de Jack. E como falei no começo, sigo sofrendo com esse ícone dos anos 90, mesmo que já tenha se passado 20 anos desde seu lançamento. (Por: Rozany Adriany)


 3 – Esqueceram de Mim é o sucesso de bilheteria dos anos 90 escritos e produzido por John Hughes, responsável por muitos filmes voltados para o público adolescente nos anos 80, “Esqueceram de mim” e um impecável, de tão incrível que é, deixa evidente desde o princípio que a narrativa que não deve ser levada tão a sério, funcionando como um passatempo para quem buscar diversão para toda a Família.

Afinal, por mais relaxados que sejam, qual pai ou a mãe em sã consciência não seriam capazes de esquecer o próprio filho em casa e partir numa viagem para o exterior ou esqueceriam? Pois é exatamente o que faz a família de Kevin (Macaulay Culkin), um menino de oito anos que é deixado acidentalmente em casa no Natal enquanto seus parentes viajam para a França. Sozinho, o garoto se torna uma presa fácil para os ladrões Harry (Joe Pesci) e Marv (Daniel Stern). Assim, o garoto se vê obrigado a se virar sozinho e a defender a casa de dois ladrões. No entanto, esta tarefa não será tão fácil quanto parece. 

É uma boa comédia que consegue envolver o espectador e fazer rir das situações que o apresenta, por mais incoerentes possam parecer. Sendo assim, “Esqueceram de mim” é uma ótima diversão, que cumpre muito bem o que se propõe a fazer, eu particularmente adoro esse filme todo final de ano e quase uma obrigação assisti-lo não só ele, mas também o segundo. (Por: Dilma Oliveira)


 4 – 10 coisas que odeio em você é uma comédia romântica inspirada em uma peça de Shakespeare. A história narra o dilema de duas irmãs, em que a mais nova, Bianca Stratford, é popular na escola e quer muito um namorado, mas isso só poderá acontecer quando Kat, sua irmã mais velha namorar primeiro. O detalhe é que esse filme é maravilhoso também pelo fato de Kat se assumir FEMINISTA (só para lembrar, é um filme de 1999!), e por isso, ela toma muito cuidado com os homens, pois não admite ser oprimida ou virar uma "bela, recatada e do lar". 

Contudo, para a sorte de Bianca, o novato Cameron, apaixonado por ela, arma de pagar o cara mais misterioso da escola (que também não dá a mínima para os outros), Patrick Verona, para conquistar Kat. O problema é que eles se apaixonam de verdade! Aí vocês já viram né... Enfim, super recomendo, pois, o filme é maravilhoso, relata alguns dramas adolescente, e de que quebra, ensina um pouquinho sobre como há "regras" impostas em nossa sociedade que precisam ser quebradas. (Por: Juliana Pereira)



 5 - Clube da Luta 

“Você não é o que você faz para viver. Você não é sua família e não é quem pensa que é… 
— Você não é seu nome… 
— Você não é os seus problemas… 
— Você não é a idade que tem… 
— Você não é suas esperanças. ”

 Eu poderia resumir Clube da Luta (1999) em uma frase: “bugou minha mente”, simples assim. Mas esta obra prima de Hollywood, baseada no romance de Chuck Palahniuk que é considerada pelo autor do livro como “melhor do que o livro” é muito mais do que um filme inquietante. Se você conversar com pessoas que estudam sobre Administração, Liderança e RH elas vão provavelmente te contar de maneira empolgada o quanto o filme ensina sobre liderança, o quanto uma simples ideia pode te transformar e transformar todos ao seu redor, etc., se você conversar com o pessoal da psicologia ou psiquiatria, eles vão usar vários jargões médicos para descrever as personalidades apresentadas por mais de um? Ou um só personagem principal. Então vamos a minha humilde visão sobre o filme: 

Edward Northon é Jack, um executivo que trabalha como investigador de seguros, tem uma vida tipicamente padrão norte americana, até desejo da maioria das pessoas, vive num ótimo apartamento em condições financeiras estáveis. Um paraíso menos para ele que se questiona sobre essa perfeição e começa a sofrer de insônia, então procura auxílio em grupos de autoajuda, lá ele conhece Maria Singer (a poderosa Helena Bonham Carter), uma viciada problemática que participa de vários grupos “só pelo café” e posteriormente conhece também o misterioso Tyler Durden (Brad Pitt) que o apresenta a uma “forma de terapia” mais interessante do que contar sua história a estranhos, ser aplaudido e ganhar um abraço: o Clube da Luta. 

Primeira regra sobre o Clube da Luta: não fale sobre o Clube da Luta. O clube da luta é um local onde pessoas que se conhecem ou não, são amigos ou não, lutam até o limite para extravasar seus problemas e quando a luta termina marcam outra para a próxima semana. Mas, as melhores partes são os diálogos profundos entre Tyler e Jack “só depois de perdermos tudo é que estamos livres para fazer qualquer coisa” e Jack fica realmente livre, tão livre que está disposto a incitar uma onda de anarquia (Projeto Destruição) pela cidade, tudo para fortalecer e aumentar o alcance do Clube, até que Tyler some e Jack entra em pânico. Mais do que pânico, essa onda final de conflito vai gerar o entendimento de quem é quem nesse filme, quem é Tyler Durden e quem é Jack? Duas faces da mesma moeda, consumida totalmente pelo fogo do desejo de: liberdade, personalidade, sexo, violência, loucura. Clube da Luta já nasceu clássico porque fala sobre todos os nossos desejos obscuros, obscenos e objetivos. Os que a sociedade aceita e os que ela diz não. Quem é você? Jack ou Tyler? Ou você é os dois? (Por: Ana Silva Soeiro)


Deu um gostinho de sessão da tarde, qual clássico vocês acham que faltou na lista?
Comentário(s)
0 Comentário(s)