Glow - 1x04 - The Dusty Spur

Por Ana Silvia Soeiro

6 de agosto de 2017

Sheila, uma de nossas mais misteriosas “garotas gloriosas” inicia sua rotina de caracterização para o que se achava ser apenas mais um personagem do show, enquanto nossa estrela Debbie chega para o treinamento com seu filho. O que nenhuma das duas, e sejamos francas, ninguém do elenco poderia suspeitar é que Bash e Sam têm uma ideia interessante para aumentar a “produção e concentração” do elenco.

Por causa do tempo curto para a filmagem e apresentação final do piloto nossos dois mandachuvas decidem colocar as meninas em dupla em um motel bastante “interessante”. Ruth com seu superpoder de atrair toda a sorte de confusões acaba ficando no mesmo quarto que Sheila, e esta como sempre se mostra totalmente avessa ás investidas simpáticas daquela. Apesar de terem um começo atribulado, as duas apresentam um dos melhores momentos de todo o episódio: Ruth reconhece que Sheila não é uma aberração ou esquisita, sim dona de um pensamento único e super simples: espiritualmente ela é uma loba. Ponto.

Ruth não precisa enfrentar somente o “pensamento” de Sheila, ela é a única das garotas sem um personagem até o momento. Isso é preocupante pois Bash e Sam já estão definindo duplas e a ordem já foi dada: cada uma delas deverá ter seu personagem com características únicas pronto o mais rápido possível.
Uma das lendas do Wrestling aparece em carne e osso para delírio de Bash. Mas o lutador não está ali para observar o show e sim para levar para casa uma das garotas, ainda que precise lutar com o diretor (melhor cena, juro). Bash faz de tudo para reaver Carmen, mas o pai está irredutível: sua filha precisa de um emprego de verdade e de uma família. Apesar da pressão da família, Carmen toma uma importante decisão.

Sam não é uma piada, seus personagens são estereótipos de propósito: ele quer fazer o público pensar. Ele quer que as pessoas que não assistiram a seus filmes tenham uma ideia da genialidade escondida por trás de tanto sarcasmo que beira à crueldade. E um bom conselho: não acredite em tudo que vê na tv.
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