Conheça: Atypical

Por Rozany Adriany

13 de agosto de 2017

Assim como quem não quer nada, resolvi dar play em uma nova série e após quatro episódios, parei e pensei: preciso escrever algo sobre ela. Então, aqui estou eu para indicar a vocês a mais nova produção original da miga Netflix, Atypical

Os oito primeiros episódios da série foram liberados antes de ontem (dia 11) e possuem cerca de 30 minutos de duração cada um, onde a principal temática abordada é a do autismo. O protagonista é Sam, um garoto de 18 anos que tem autismo e, junto da sua família, precisa lidar com todas as dificuldades da vida e com o significado de "ser normal".

Durante esses primeiros episódios o que mais gostei foi a questão de retratar todos os problemas que Sam enfrenta, por não lidar com as pessoas e com seus sentimentos da mesma maneira que a maioria das pessoas enfrenta, de uma maneira leve e divertida, mas não necessariamente desrespeitosa. Além disso, por mais que o foco principal seja Sam, podemos ver também como toda a família é afetada e como cada membro lida de forma particular com a situação. 

Por mais que a questão retratada seja de grande importância, a série não é pesada nem cansativa, pelo contrário, o tema é abordado com uma precisão, fazendo referências fiéis e necessárias, desde a forma que os pais lidam diariamente, até mesmo à adaptação no ambiente escolar, por exemplo. Elsa, a mãe de Sam é aquela típica mãe coruja super preocupada com o filho e com perdê-lo de vista ou com dar-lhe espaço para se tornar um pouco mais independente, além disso é aquela dona de casa que vive estressada com as responsabilidades do dia a dia e com todo o peso que carrega dentro de casa, enquanto que Doug, o pai, já não sabe muito bem como conectar-se com o filho, uma vez que ele não possui os mesmos gostos que os seus e é o "legal" da família por não ser tão rígido e preocupado como a mãe, mas que também tem certos problemas em lidar com a condição do filho. 
Já Casey (a irmã de Sam) não pode ser chamada de típica adolescente, uma vez que não segue os padrões das outras garotas de sua idade. A menina é totalmente despreocupada com questões estéticas como aparência física, maquiagem, roupa da moda e etc, gosta de esportes, corre junto com o pai e principalmente, tem um senso de justiça bem legal, o que a faz ajudar e defender seu irmão sempre que ele precisa (afinal, todos sabemos como os adolescentes podem ser cruéis, não é mesmo?). 

Além da família, temos também alguns outros personagens como o melhor amigo de Sam (Zahid) e os namorados tanto de Sam (Paige) como de Casey (Evan), a terapeuta de Sam (Julia), por quem ele acaba tendo uma quedinha, e até mesmo o amante de Elsa (Nick). E alguns outros que servem de suporte para completar ainda mais a trama nas diversas questões que são apresentadas!

A série é bem fofa, mostra a evolução de Sam e dos outros personagens a cada episódio e é algo bem legal de ver. Além disso, nos faz refletir sobre essa questão de "ser normal" e como as pessoas podem ser estúpidas ao lidar com alguém que não segue seus padrões e com questões sobre as quais não tem conhecimento e esse é outro dos pontos positivos dela. Além da questão do autismo, a série também aborda temáticas como bullying, traição, estresse, pressão psicológica, amizade, irmandade, apoio e aproximação familiar, inclusão, aceitação, entre outros. Então, podem dar play sem medo porque acredito que vocês também vão adorar Atypical. E, como obviamente, terminei os 8 episódios antes de publicar esse texto, só tenho mais uma coisa a dizer: já pode renovar para a 2° temporada, Netflix! 
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