Cinema em Foco: Baby Driver - Em Ritmo de Fuga

Por Bruna Horta

13 de agosto de 2017

Eu achava que o Ansel Elgort só tinha perfil para papéis de bom moço, mas não é que ele surpreendeu como o protagonista anti-herói de Baby Driver?! 

O filme à princípio pode parecer um mero exemplo clássico e clichê de filmes de ação: carros, assaltos e mulheres bonitas, mas já na primeira cena isso cai por terra. A sequência é cheia de manobras e fuga, que aliada ao bom humor no texto e na escolha da trilha sonora se destaca de cara, fazendo o espectador imergir no filme. Além disso, a apresentação do protagonista é primorosa, com destaque para uma característica essencial para toda a história: sua paixão pela música alta nos fone de ouvido. Mais para frente há a revelação do motivo; abafar o zumbido e a lembrança trágica da morte da mãe. 

Música tem tudo a ver com ritmo. E ele é uma das partes técnicas de um filme que mais são acertadas em Baby Driver. Não é aquele frenesi de cortes, do qual não conseguimos nem suspirar em meio à tensão da ação, e sim o contrário. Há um equilíbrio muito interessante entre as cenas de fuga e o restante, quando ocorre um maior desenvolvimento da história. 

Falando nela, o roteiro teve muito boas escolhas ao fugir das soluções clichês como o romance com final feliz e dos assaltantes invencíveis. A estratégia de iniciar com o crime perfeito, colocar outro com defeitos na sequência e terminar com o que nada dá certo, foi uma ótima sacada. 

No fim, não é um filme sem falhas, mas para o gênero ação, pode-se dizer que é um refresco de novidade, diante tantas fórmulas batidas repetidas à exaustão. Vale o ingresso! 

Ps: Só foi um pecado aproveitarem tão pouco o Jon Bernthal nas cenas.

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