Chesapeake Shores - 2x03 - Photographs and Memories

Por Vittoria Crispim

27 de agosto de 2017

Querido leitor, como vai? 
Como nosso encontro já está marcado toda semana neste mesmo site, gostaria de começar essa review com um desabafo: Eu quero quatro irmãos para representar uma cena, como essa do início do episódio, em minha própria casa, com meu próprio momento vergonhoso detalhado em vídeo! Dito isso, vem comigo revisar mais um episódio desta maravilhosa série, que me prende toda semana e me faz aguardar ansiosamente pelo próximo episódio e a liberação da legenda. 

Achei muito bem apresentado esses vídeos dos irmãos quando crianças, nessa reprise gravada que mostra exatamente a personalidade de cada um. A ingenuidade de uma criança que realizando seus sonhos ou não; de forma literal ou simbólica, não mudou sua essência quando adulto. Apenas a aperfeiçoou e a tornou mais real de acordo com a idade e realidade. 

Eu não consigo definir um personagem preferido para essa série. A cada episódio eu me apego mais a um deles, fato que muda a cada novo episódio, é isso deve-se principalmente pelo que o episódio retrata em cada personagem. E neste, o Connor é meu protegido. 
"Eu sou O Rei Connor" -Connor O'Brien 
"E você é rei do quê, Rei Connor?" - Megan 
"Eu sou o rei de tudo" -Connor 

Palhaço da turma, o brincalhão, a felicidade em pessoa. Meu coração se solidarizou com seu drama, a realidade dele mostra o que vivemos diariamente; em nossas escolas, empregos, obrigações. Connor não está feliz no novo emprego, não era o que ele sonhava quando terminou a faculdade e nem é sua primeira opção, mas por falta de oportunidade e até mesmo empenho, ele é "obrigado" a enfrentar sua realidade particular e isso está influenciando na pessoa alegre e feliz que ele nos apresenta desde a primeira temporada. 

Outras duas pequenas pessoas estão enfrentando os mesmos problemas do Connor, as pequenas caçulas de Abby O'Brien. Caitlyn e Carrie, assim como seu tio, também não tiveram um episódio muito fácil. Toda a mudança na vida das pequenas está começando a influenciar e surtir efeito no dia a dia. Fico feliz em informar, que no final, tudo deu certo para as pequenas. 

Quero compartilhar com a Jess a delícia e difícil decisão de dar nome ao seu próprio negócio. Te entendo, querida! Passei pela mesma coisa e sei o quanto isso é complicado. Mas falando mais sobre a Jess, ela está num processo contínuo para aceitar a mãe e crescer, como já foi sugerido pela Abby. Confesso que estava esperançosa em relação a isso no episódio passado. Achei que a maior parte do drama já estava vencido, porém como nem tudo é só flores, ainda acho que teremos de aguentar até o final da temporada para esse crescimento e a liberação do perdão. E em retrospecto, isso até que é bom. Deixa a série um pouco mais real. Os avanços contínuos e árduos dela estão dando orgulho para todos os que abraçaram a Jess como sua irmã caçula, como eu fiz. 
Eu geralmente não gosto do clichê meloso e melodramático que envolvem romances neste gênero de série, entretanto sou completamente apaixonada e estou totalmente à mercê desse romance entre Trace e Abby. E, boa parte disso é culpa do Riley, o cara com alma doce que conquistou até mesmo as filhas da namorada e não se esqueceu do primeiro dia de aula delas. Se Trace Riley não é sinônimo da palavra "fofo" não vejo o que mais pode ser. 

Se na review passada, eu não pude deixar de falar da Leigh, nesse episódio eu não posso deixar de falar do Wes. 

Primeiro: personagem nada carismático e incrivelmente indesejado. 
Segundo: só parece para trazer problemas. Não era ele mesmo que na temporada passada já iria se casar de novo e apresentou as filhas para a namorada que quase fez com que a mãe delas fossem presa? Não era ele mesmo que queria mudar as meninas de escola porque se envolveu numa fraude tão grande, devido à namorada, que quase o fez ir preso? Pois bem, qual é a moral que ele tem pra questionar os motivos da Abby em apresentar as meninas ao Trace? 

Não queria isso e honestamente prevejo os ex ainda trazendo muito problema ao casal margarina da série.

Kevin e a bombeira, que surpresa maravilhosa! Juro que não esperava por essa, mas analisando bem, não tava esperando muita coisa pro Kevin. Eu gostei, ainda mais da história gato e rato que vai vir pela frente. Estou ansiosa por mais episódios. Vejo o Kevin suando um pouquinho para aguentar essa pimenta que promete agitar a vida do veterano. Até porque, a ex noiva dele não era lá muito cativante. 
Continuando no Kevin, que amizade deliciosa entre ele e a Bree. A loirinha realmente encanta meu coração, mesmo quando ela não tem tanto destaque no episódio. Gostei da nova SL dela. A reconstrução da Bree tá chegando e estou ansiosa para ver. 

Não menos importante, temos Mick e o irmão Thomas, não vou negar que minha primeira impressão sobre o tio dos irmãos foi péssima. Estou aguardando novos episódios para explanar mais sobre essa relação. Por enquanto, estou apenas alerta. 

Chesapeake apresenta um enredo exemplar até agora, tramas envolventes, dramas na dosagem certa, personagens apaixonantes e bem estruturados, assim como na primeira season. Entretanto, a grande diferença que já percebi em poucos episódios é que nesta teremos muito mais dramas e abertura para mais personagens, fora o padrão que se seguiu entre Abby e Trace. Aos poucos, os restantes dos O'Brien também ganha formas e cores muito mais vistas e vivas. 

Obrigada pela companhia. Até a próxima semana.
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