Chesapeake Shores - 2x02 - Pasts and Presents

Por Vittoria Crispim

21 de agosto de 2017

Olá Chessies. 
Não vou ficar muito de papo e já vou começar pelo que importa, nossa review.

Lembra que no episódio passado reclamei sobre a imaturidade da nossa pequena Jess? Pois bem, nesse episódio eu venho exaltar essa qualidade dela. Se é que isso pode ser uma qualidade. Mas, neste episódio, certamente, foi. 

O planejamento para o casamento foi uma das melhores partes do episódio e ela provando o vestido, enquanto o pai e a avó assistiam pela janela, fez com que eu sorrisse feito boba em frente ao computador. Ressalto a minha surpresa em ela se mostrar capaz de organizar esse casamento e não apenas organizar, mas em fazer bem feito e sem a ajuda das irmãs. Quando foi mencionado no episódio passado, eu esperava uma Jess surtada e para a minha surpresa, ela deu conta de tudo praticamente sozinha. 

Outra coisa que havia mencionado no episódio passado, os dois irmãos e o "pedido" para mais cenas deles. Bem, gostaria de agradecer por meu pedido ser atendido. Eu tento definir de qual dos dois gosto mais, se é do Connor ou do Kevin e só consigo pensar apenas na seguinte sequência: Carne unha, alma gêmea, bate coração, as metades da laranja, ok, parei por aqui. Um sem o outro não teria tanta graça quanto os dois juntos. Sério. 

"Todo mundo me ama" -Connor O'Brien 
"Tá mais pra tolerar" -Kevin O'Brien 
Realmente gostei bastante do tempo dos dois em cena. Connor, que se mostrou inseguro quanto aos desafios pela frente, a busca por um emprego e seu currículo acadêmico e Kevin, que foi desde mencionar a ex-noiva até os conselhos e suporte que deu para a mãe e vice-versa, e os estudos para se restabelecer profissionalmente após deixar o serviço militar pra trás. 

E falando sobre o serviço militar do Kevin, tivemos uma prévia do que já era aguardado: as consequências psicológicas de alguém que acaba de voltar da guerra. Eu não tinha ideia que a série iria explorar isso, principalmente contanto o fato de a primeira temporada não ficar tanto nos irmãos, mas realmente fiquei satisfeita que isso será abordado.

Quero espaço pra falar um pouquinho sobre o patriarca da família. Primeiro, gostaria de exaltar a escolha do ator para interpretar o papel. Já o conhecia de Chicago Fire; pra quem não se recorda, ele é o pai do nosso querido tenente Kelly Severide em Chicago. E o Treat Williams definitivamente é a escolha perfeita para interpretar o Mick O'Brien. Segundo, se na primeira temporada ele era quase um coadjuvante para alavancar o elenco principal, nesta temporada, pelo menos até aqui, ele teve um grande crescimento. Além de todo o suporte que ele está dando aos filhos; Bree no episódio 1 e Abby agora no 2, temos a promessa de grande plot para o problema com o irmão Thomas e os assuntos da cidade e a volta da ex-mulher pra mexer com o coração dele. Espero, de verdade, que o personagem cresça ainda mais e ganhe o destaque merecido para esse grande ator. 

Lembra quando falei que o Martin, ex da Bree, era encrenca? Bem, ele não é só encrenca, é um completo idiota, egocêntrico e egoísta. Ele não só traiu a Bree como noiva/namorada, como traiu a Bree escritora/romancista. Ele usou a associação WomenWrite para usar a peça da Bree para transformar a peça em "não" da Bree. 

Achei esse plot para a personagem muito bem elaborado e a forma como ela está lidando com isso também agradou. Contando o fato que ela realizou o desejo de todos os humanos. Ela escreveu uma peça sobre uma discussão que todos deveriam seguir o roteiro. Sério Bree, te daria o Oscar! Eu, no lugar da personagem tinha acabado com a raça desse homem. Ah, se tinha! 
E por último, porém não menos importante, Trace e Abby. Eu não comentei na review passada sobre a ex do Trace ainda estar aparecendo ocasionalmente, mas nesta não poderei deixar de comentar. Tanto, que o episódio já começou com uma pequena crise de ciúmes por parte da Abby em relação a isso, tudo bem que crise de ciúmes é exagero, mas essa mulher não está para brincadeira. E a qualquer indício de vacilos, ela vai atacar. Eu não gosto muito desse enredo de triângulo amoroso e gostaria muito que isso não fosse explorado em Chesapeake Shores, mas não acho que a Leigh vai largar o osso nem tão cedo. Infelizmente. 

Outra notícia triste para o Trace, foi a decisão do Mick em vender o espaço que o nosso galã iria usar para abrir o clube. Fiquei triste num primeiro momento, afinal, ele marcou como o espaço do casal. Como não lembrar das luzinhas piscantes e da dança dos pombinhos lá na primeira temporada? Mas era certo que o Mick iria voltar atrás e o Trace conseguiria ficar com o espaço. Apesar de clichê, gostei do enredo das duas partes, tanto da busca para realizar o sonho do Riley, quanto da atitude do O'Brien em repensar numa decisão já tomada. 

Já a Abby não apareceu tanto neste episódio e foi uma coisa boa na verdade, não me entenda mal, amo a personagem e a Meghan Ory, mas a ausência dela deu destaque e crescimento para quase todos os outros. Foi uma estratégia muito bem bolada da produção. 

Como já era de se esperar, Chesapeake entregou um episódio excelente. Realmente, em enredo não há grandes críticas negativas para falar sobre a série. Entretanto, principalmente devido ao fato da série vir de uma produtora não tão grande e de uma emissora não tão reconhecida assim, as cenas tem alguns erros de continuidade. Eu já havia percebido isso no episódio passado e neste também tivemos um pequeno erro. Nada tão relevante assim para contar com um ponto negativo para a produção. 

 Até a próxima semana, Chessies. Espero vocês aqui!
Comentário(s)
0 Comentário(s)