Atypical - 1x03 - A Julia Que Disse

Por Juliana Pereira

30 de agosto de 2017

Atypical tem, no geral, um ritmo bom em seus episódios, algo que dá uma sensação de realidade, pois muita coisa acontece ao mesmo tempo no mesmo dia, ao passo que os desenrolares são lentos. Enfim, "A Julia que disse" tem drama, comédia, confusão e sexo. Nada como nosso dia a dia, não é mesmo? :) 

Sam ainda não desistiu de conquistar Julia, mas agora, do jeito dele, está procurando uma namorada "teste" para praticar o ato de namorar. A cena das roupas, em que ele é aconselhado por Julia a fazer suas escolhas, para mim é um degrau que Sam sobe. Porque as nossas roupas falam muito da gente, da nossa personalidade, do nosso humor, então é um processo importante para Sam se conhecer também e começar a cortar, enfim, o cordão umbilical da mãe. 

Falando em mãe... prometi no texto passado que iria fazer meus comentários nesta review sobre ela, então lá vai! Elsa parou de viver a vida dela pra ser mãe, esposa e dona de casa, mas agora as coisas estão mudando, porque os filhos estão ficando mais independentes, o marido lidando com as situação de maneira mais igualitária, e ela está tendo mais tempo pra si (mesmo que ela não saiba mais o que fazer com esse tempo), então aparece Nick, como o refúgio que ela (acha que) precisa. Não sei se notaram, mas ela é tão controladora, que lê as mensagens da Casey e tem ciúmes da influência que Julia tem no Sam por ela motivar ele a viver! Na minha opinião, um absurdo! 

E tem mais: vocês lembram no episódio passado que ela descreve a vida do Garçom? Será mesmo que ela estava comparando com a vida de Sam ou com a vida dela? Eu fico com a segunda opção. Tem uma hora que ela fala para as amigas que está jogando boliche, por isso está tão bem, mas na verdade ela está transando. Essa situação me faz refletir no porquê das mulheres representadas na televisão só conseguem se sentirem mulheres ao serem satisfeitas na cama? Ela não podia simplesmente estar mesmo jogando boliche? Ou correndo, como a filha dela faz e é muito feliz com isso. Entendem o que eu quero dizer? Sexo é importante na vida das pessoas, mas não deve ser sempre o único motivo da felicidade. Uma mulher não precisa de um homem pra se sentir mulher. É o que eu penso, talvez a série queira que a gente reflita sobre isso, ou pode estar apenas seguindo a cultura machista mesmo.
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