Literatura em Foco: Sherlock Holmes

Por Ellen Joyce Delgado

10 de julho de 2017

Eu sou o tipo de pessoa que gosta de ser apreendida por cenários incomuns e narrações inquietantes. Nessa obra de Arthur Conan, tive um encontro com todas essas ligações. Hoje falaremos da obra Sherlock Holmes, expressa em diversos contos do nosso querido detetive, que habitava Baker Street. 

Uma pessoa um tanto quanto egocêntrica, misteriosa e pouco sociável. Sherlock era um homem que vivia questionando e existência humana e a necessidade dessa espécie na Terra. Para ele, o homem era uma criatura frágil que apenas permanecia aqui por esconder-se atrás dos medos ao invés de enfrentar as guerras da vida. Talvez o destino tivesse pena do ser humano. 

Após um encontro inesperado em sua escola de pesquisa, Sherlock acaba conhecendo Dr. Watson, um homem que acabara de retornar da guerra por conta de um acidente que havia sofrido na mesma. A guerra o havia deixado com algumas sequelas – tanto físicas quanto mentais. Sherlock sente uma forte identificação com o perfil de Watson. Isso acontece por conta da identidade serena e paciente do médico. Entre algumas palavras trocadas e outras atitudes surpreendentes do nosso detetive, eles acabam se tornando grandes amigos e passam a dividir o mesmo teto. 


Nosso detetive traz consigo uma mente brilhante. Ele tem uma capacidade de compreensão e interpretação dos fatos imensuráveis. Diante de alguns mistérios incompreensíveis, era com ele que a polícia podia contar para a resolução de tudo. 

O livro de Arthur Conan sempre será épico. Ele traz essa marca desde 1891. Atualmente, temos um box contendo quatro edições de todos os contos do nosso famoso detetive. 

Cada página trazia um novo mistério. Eu não conseguia acreditar como eu não tinha a capacidade de pensar da mesma forma que Sherlock. Ele tirava as provas dos lugares mais improváveis e, no final de cada conto, eu sempre me perguntava: Como eu não pude pensar nisso? 

Sherlock trazia consigo fortes marcas restritas. Coisas que sempre foram um mistério. Um homem que sempre viveu sozinho. Aquele que, quando não havia casos a serem solucionados, se afogava na bebida e nos cigarros. Passava noites em claro se questionando sobre a própria existência. 

Sua salvação talvez tenha sido o Dr. Watson. Todos precisamos de um companheiro para as horas boas e ruins, e Sherlock foi um homem de sorte. 

Todos os contos presentes nessa obra estão cercados de mistério e conteúdo. Eu indico essa coletânea para todo o público literário, pois ela pode sim impressionar muita gente. Vale a pena fugir um pouco da nossa realidade e ingressar em um mundo da imaginação – talvez um pouco real – presente no século XIX. 

Essa é uma leitura quase obrigatória, onde preparamos nossa mente para resolver casos quase insolúveis. Preste sempre muita atenção e não pense apenas como uma mente humana.
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