Literatura em Foco: O Amor do Pequeno Príncipe

Por Ellen Joyce Delgado

16 de julho de 2017

“Não gosto da estação interior que substitui minha primavera: uma mistura de decepção, de secura e de rancor.” 

Cartas a uma desconhecida. Dias de um inverno desumano. 

O livro para esta semana é um clássico – ou uma continuação clássica – de Antoine de Saint-Exupéry. Muito conhecido por ter escrito anteriormente “O Pequeno Príncipe”, sua serenidade nos trouxe, também, “O Amor do Pequeno Príncipe”

O livro traz uma paixão esquecida no tempo. A sua edição transporta cartas escritas e ilustradas pelo próprio autor onde, anteriormente, não havia uma ideia para reprodução mundial. Repletas de doçura e, ao mesmo tempo, angústia, o autor coloca supostamente seus sentimentos nas palavras do Pequeno Príncipe. 

As cartas contidas no livro foram destinadas a uma mulher anteriormente desconhecida e trazem consigo a melancolia de uma chuva de sentimentos. 

 “O mais triste num sofrimento é se perguntar: ‘vale a pena?’” 

Toda essa obra começou quando o escritor Antoine conheceu uma moça francesa no meio de uma viagem à Argel. Essa foi uma paixão instantânea. Em seu último ano de vida ele passou escrevendo cartas para essa desconhecida. As mesmas foram encontradas anos depois de sua morte e, atualmente, estão expostas em um museu de Cartas e Manuscritos, situado em Paris. 

Com o envolvimento no livro e a descoberta central de sua existência, passamos a identificar a personalidade isolada do autor. Talvez, ele criou no mundo literário sua fuga da realidade. Colocou no seu eterno personagem os desabafos que trazia dentro de si mesmo. 

O Amor do Pequeno Príncipe é uma reflexão profunda e rápida. Sua edição traz a impressão das cartas originais e, ao lado, a tradução. É um livro pouco conhecido no Brasil e, por esse motivo, difícil de ser encontrado. 

Por esse motivo, hoje trago para vocês essa incrível descoberta que o mundo literário me apresentou. Obrigada, Antoine. Nosso perpétuo Pequeno Príncipe. 

“Os contos de fada são assim. Uma manhã, a gente acorda e diz: ‘Era só um conto de fadas...’ E a gente sorri de si mesma. Mas, no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida”
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